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Apesar do tarifaço, exportações brasileiras batem recorde de US$ 349 bi em 2025

A China consolidou-se como o principal destino, ultrapassando a marca de US$ 100 bilhões em exportações brasileiras

Com ISTOÉ Dinheiro

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Mesmo com o tarifaço de Donald Trump e a instabilidade geopolítica, as exportações brasileiras alcançaram recorde histórico em 2025. O valor total exportado em 2025 foi de US$ 348,7 bilhões, o que representa um aumento de 3,5% em relação aos US$ 337,0 bilhões alcançados em 2024. O número supera em US$ 9 bilhões o recorde anterior, registrado em 2023.

A China consolidou-se como o principal destino, ultrapassando a marca de US$ 100 bilhões em exportações brasileiras, cerca de 28% de participação em relação ao valor total embarcado. Em seguida, aparecem os Estados Unidos com US$ 37,71 bilhões (10,8% de participação), a Argentina com US$ 18,10 bilhões (5,2% de participação) e o México com US$ 7,73 bilhões (2,2% de participação).

Já as exportações aos Estados Unidos encerraram o ano com um recuo de 6,6%, resultado de barreiras tarifárias aplicadas pelo governo de Donald Trump. O momento mais crítico dessa retração foi observado em outubro, quando as vendas registraram uma queda de 35,4%. Já os dados de dezembro indicaram uma trajetória de recuperação, com a baixa foi limitada a 7,2% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.

Apesar de exportações recordes, superávit recua

O saldo final da balança comercial foi de US$ 68,3 bilhões, o que representa uma queda de 7,9% frente aos US$ 74,2 bilhões registrados em 2024. A retração ocorreu porque as importações cresceram em um ritmo mais acelerado do que as exportações.

O total importado foi de US$ 280,4 bilhões, ou seja, cresceu 6,7% na comparação aos US$ 262,9 bilhões do ano anterior. O número superou em US$ 8 bi o recorde de importações anterior, registrado em 2022.

Com o crescimento, o fluxo total de comércio internacional brasileiro — ou seja, a soma entre importações e exportações — bateu recorde em 2025 de US$ 629,1 bilhões, um crescimento de 4,9% em relação a 2024.

Agro é destaque

A agropecuária foi o setor com maior crescimento nas exportações anuais (+7,1%), totalizando US$ 77,6 bilhões. O Café não torrado foi o grande destaque individual, com um salto de 31,1% em valor, impulsionado por uma alta de 60% nos preços no mercado internacional. A Soja também atingiu marcas históricas de volume para a China, superando 80 milhões de toneladas.

A abertura de novos mercados também foi essencial para o resultado. O Brasil registrou compras recordes de mais de 40 países, incluindo destinos como Canadá, Suíça, Noruega, Índia e Turquia, o que ajudou a mitigar perdas nos EUA.

“O resultado reflete também o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior”, afirmou o vice-presidente Geraldo Alckimin, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Já a receita total com petróleo bruto caiu 0,7% no acumulado do ano. Apesar de o volume exportado ter crescido 10,1%, essa alta não foi suficiente para compensar a queda de 9,8% nos preços médios do barril no mercado global.

*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro, portal parceiro de B3 Bora Investir

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