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Banco Central Europeu reforça aperto e eleva juros em 0,50%

Apesar da desaceleração da inflação, BCE manteve o ritmo de alta e já prevê um novo avanço dos juros na reunião de março

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A medida do BCE segue o plano da instituição para combater a inflação que tem dado sinais de reaceleração. Foto: Arquivo/Agência Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

O Banco Central Europeu (BCE) manteve o ritmo de aperto monetário e elevou as suas taxas de juros em 0,50 ponto percentual nesta quinta-feira, 02/02. Com a decisão, a taxa de empréstimo, de refinanciamento e a de depósito ficaram em 3,25%, 3% e 2,50%, respectivamente – maiores níveis desde 2008.            

A decisão veio apesar da desaceleração da inflação na zona do Euro em janeiro – pelo terceiro mês consecutivo. Na leitura preliminar divulgada ontem, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) avançou 8,5%, ante os 9,2% em dezembro. Os dados são da agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

No comunicado após a decisão, o BcE afirmou que a ‘forte inflação subjacente’ leva o comitê de política monetária a prever uma nova alta de 0,50 ponto em março para depois reavaliar o caminho de sua política monetária.

“Manter as taxas de juros em níveis restritivos reduzirá com o tempo a inflação ao amortecer a demanda e protegerá contra o risco de uma alta persistente nas expectativas de inflação. De qualquer forma, as futuras decisões sobre a taxa básica de juros pelo comitê do BcE continuarão a depender dos dados e seguirão uma abordagem reunião a reunião”, disse em comunicado.

A presidente do BcE, Christine Lagarde, alertou durante uma entrevista à imprensa após a decisão, que o aperto monetário mais agressivo da história do Banco Central Europeu ainda não terminou – apesar da queda dos preços da energia e do Federal Reserve – o banco central dos Estados Unidos – ter moderado o ritmo de altas da taxa de juros.

“Sabemos que ainda não terminamos. Sabemos que temos terreno a percorrer”, afirmou.

Lagarde confirmou que o BcE vai voltar a subir os juros na reunião de março, já que a economia da zona do Euro se mostrou mais resiliente do que o esperado. A presidente do BcE afirmou ainda que os riscos para o crescimento econômico e para a inflação da zona do Euro se tornaram mais equilibrados.

Conforme tinha anunciado em dezembro do ano passado, o BcE voltou a afirmar que decidiu reduzir sua carteira de ativos do programa de compra de títulos (APP) em cerca de 15 bilhões de euros por mês até o fim de junho de 2023.

Inglaterra também sobe os juros

O Banco Central da Inglaterra (BoE) também elevou a sua taxa de juros referencial em 0,50 ponto percentual para 4% nesta quinta-feira. É o maior valor desde outubro de 2008. Segundo o BoE, a medida foi necessária diante do momento em que as projeções indicam que a inflação permanece elevada e o mercado de trabalho apertado. Em dezembro, a inflação chegou a 10,5%.

Em comunicado, os membros do BC inglês indicaram que apesar do atraso, os efeitos das altas dos juros impactaram a economia. Mesmo assim, o colegiado não descarta novos avanços. A previsão é que a taxa final de juros chegue em 4,5%.

Em relação a inflação, o BoE afirmou que ela já atingiu o pico e que deve chegar na meta de 2% a partir de segundo trimestre de 2024. Do lado do Produto Interno Bruto (PIB), o banco central espera uma recessão menor do que o estimado anteriormente. A contração da economia para 2023 foi revista de -1,5% para -0,5%. Já para 2024, a nova previsão é de contração de -0,25% ante -1% da previsão anterior.

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