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Boca Rosa: demorei a entender que o dinheiro não era um vilão

Ao B3 Convida, Bianca Andrade reflete seu caminho como influenciadora e empresária e sobre sua relação com o dinheiro, agora como mãe

Foto: Divulgação
Bianca começou a se destacar como blogueira quando ainda era moradora do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro, onde nasceu. Foto: Divulgação

Por João Paulo dos Santos

A youtuber, influenciadora digital e empresária Bianca Andrade da Silva, conhecida como Boca Rosa, de 28 anos, já está entre as 20 mulheres de maior sucesso do Brasil, de acordo com a Forbes. Ela também é a dona de uma das histórias de sucesso mais incríveis de empreendedorismo feminino do país.  

Bianca começou a se destacar como blogueira quando ainda era moradora do Complexo da Maré, no Rio de Janeiro – onde nasceu -, e se tornou referência no universo dos canais de maquiagem do youtube. Até que, em 2019, a influenciadora lançou sua própria linha de maquiagem em colaboração com a marca de cosméticos Payot, a Boca Rosa Beauty by Payot. Neste mesmo ano, lançou uma linha de produtos para cabelo, a Boca Rosa Hair, em parceria com a Cadiveu. Nascia, então, a Bianca Andrade empresária.

Ao programa B3 Convida, Bianca falou sobre como foi começar a empreender, sua relação com o dinheiro, os desafios da maternidade e os aspectos que a levaram às conquistas da profissionais.

Confira o B3 Convida com Bianca Andrade, a Boca Rosa:

Começando a empreender

“Sempre fui muito curiosa. Gostava de trabalhar com o que era novo e foi assim com o youtube, com o marketing digital e ser influenciadora”, afirma Bianca. A influenciadora lembra que desde o começo sempre quis ser uma marca, uma referência, mesmo sem ter modelos onde se espelhar.

A empresária também lembra das dificuldades da sua realidade e do caminho que traçou até conquistar seu espaço, tanto na internet quanto no marketing digital ou no empreendedorismo.

“Pelo meu perfil eu ouvi muito não, por ter vindo de onde eu vim, por ser mulher, da internet e pelas coisas que eu falo. Descobri que realmente tinha que trabalhar 10x mais para ser aceita, mas que só tinha esse caminho. Hoje eu penso: ‘preciso fazer da minha vida um holofote para mulheres de favela, que querem empreender e mulheres do digital’.

Bianca Andrade e as Finanças

“Eu nunca tive muita noção de investimentos, finanças, reserva, mas sempre tive noção dos meus gastos, e gostava de guardar dinheiro. Eu sempre fui de metas e isso me ajudava a economizar. Hoje eu sou uma investidora moderada, porque ainda invisto muito na minha própria empresa, então muitas vezes não invisto em risco para focar mais na minha marca. Isso tudo com ajuda de uma assessoria financeira também”.

Ela conta que o foco de sua trajetória sempre foi em trabalhar, em “fazer dinheiro” como decorrência da sua criatividade e força de trabalho e não o contrário. Até que, em um momento de crise, ela percebeu que gastava mais com sua equipe do que de fato faturava naquele momento. Passou, então, a buscar conhecimento e autonomia sobre o assunto.

Foi a partir disso que ela reavaliou os custos fixos, variáveis e, principalmente, traçou novas metas profissionais e financeiras que a possibilitariam, a médio e longo prazo, alcançar novos sonhos.

“Para quem é da favela, dinheiro é sempre um grande vilão. Você não tem ele e, por não ter, você sofre muito. Eu demorei a entender que dinheiro era algo muito positivo na minha vida, por ser o grande facilitador das coisas, do crescimento e da construção do meu império”.

A mudança de mentalidade ao se tornar mãe

No ano passado, Bianca agregou mais um título às suas definições, o de mãe. Seu filho, Cris, de 1 ano, é o motivo da empresária buscar aproveitar mais os frutos do seu trabalho, mas também a leva a pensar na relação com o dinheiro.

“Eu pretendo mostrar a ele uma relação diferente com o dinheiro, tirar o tom de vilão que eu tinha, dar mesadas e tentar mostrar de uma forma diferente. Eu sei que ele não vai ter a mesma situação financeira que eu tive, aprendi a lidar com tudo por não ter dinheiro. Mas posso passar para ele a responsabilidade do poder de escolha do dinheiro dele, dando mesadas e ensinando”.

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