Notícias

Bolsa lança opções de ações e ETFs com vencimento semanal na próxima segunda-feira

Entenda o que são os contratos de opções e quais estratégias podem ser usadas com esse instrumento

Volatilidade
O perfil do investidor define o quanto ele sabe sobre o mercado e sua disposição a encarar volatilidade

Por Daniela Frabasile

Na próxima segunda-feira (29/01), a B3 terá um novo produto: os contratos de opções de ações e ETFs com vencimento semanal. Atualmente, esses derivativos têm vencimento mensal, sempre na terceira sexta-feira de cada mês. A partir de agora, o investidor tem também à disposição contratos que se encerram toda sexta-feira.

São 15 ativos que terão as opções semanais. Entenda o que são esse derivativos e como usá-los.

Opções de ações: guia básico para entender antes de começar a investir

Quais ativos terão opções semanais?

Inicialmente, 15 ativos terão a opção de vencimento semanal:

ABEV3 – Ações ordinárias da Ambev

B3SA3 – Ações ordinárias da B3

BBAS3 – Ações ordinárias do Banco do Brasil

BBDC4  – Ações preferenciais do Bradesco

BHIA3 – Ações ordinárias do Grupo Casas Bahia

BOVA11 – ETF – iShares Ibovespa Fundo de Índice

BOVV11 – ETF It Now Ibovespa

GGBR4 – Ações preferenciais da Gerdau

HAPV3 – Ações ordinárias da Hapvida

ITUB4 – Ações preferenciais do Itaú Unibanco

MGLU3 – Ações ordinárias do Magazine Luiza

NTCO3 – Ações ordinárias da Natura

PETR4 – Ações preferenciais da Petrobras

SUZB3 – Ações ordinárias da Suzano

VALE3 – Ações ordinárias da Vale

O que são opções?

As opções são contratos que dão direito de comprar ou vender uma determinada ação por um determinado preço até uma determinada data. Quando estamos falando de uma opção de compra, o nome comum no mercado é ‘call’. Já as opções de venda são conhecidas como ‘put’.

Via de regra, um investidor compra uma call quando acredita que o valor de uma ação vai se valorizar. Se um investidor tem uma opção de compra a R$ 8 de uma ação que está sendo negociada a R$ 10 até a data de vencimento, ele poderá comprar a ação com um “desconto” de R$ 2.

Do outro lado, um investidor compra uma put para se proteger da queda do preço de uma ação. Se alguém tem uma put com preço de exercício a R$ 10 de uma ação que está sendo negociada a R$ 8, ele poderá vender o papel a R$ 10, recebendo R$ 2 como “bônus”.

Em troca desse direito, o comprador da call ou da put paga um prêmio. Quem compra a call ou a put pode escolher, até a data de vencimento do contrato, se exerce ou não seu direito.

Já o vendedor do contrato (chamado de lançador), que recebeu o prêmio, tem a obrigação de comprar ou vender o ativo, se o detentor da put ou da call assim desejar. Na situação em que o comprador da opção não exerce o direito, o vendedor embolsa o valor do prêmio.

As opções são como um jogo de soma zero: sempre haverá uma ponta que terá lucro e outra que terá prejuízo, seja o comprador ou o lançador.

Para quê servem as opções?

As opções podem ser usadas para diferentes estratégias, explica Lucas Serra, analista da Toro Investimentos. “Existem aqueles que querem especular e ganhar com movimentações no preço dos ativos, principalmente por ser um meio mais barato de se expor, e também os investidores que usam as opções como uma estratégia de proteção”.

Por exemplo, se uma pessoa compra uma ação a R$ 20 e compra uma put (opção de venda) a R$ 18, ela está limitando seu prejuízo a R$ 2 por ação.

Existem estruturas que combinam a compra e venda de calls, puts e ações para que o prejuízo seja limitado, ou para que o ganho seja previsível.

Qual o preço de uma opção?

O preço do de uma opção – tanto de compra quanto de venda – depende de cinco fatores:

  • O preço de mercado do ativo-alvo;
  • O preço de exercício da opção;
  • A volatilidade diária do preço do ativo;
  • A taxa de juros de mercado;
  • O prazo até o vencimento do contrato.

Como um dos componentes da formação de preço é o prazo até o vencimento do contrato, a expectativa é de que as opções semanais sejam mais baratas do que as tradicionais, de vencimento mensal.

Também espera-se um maior desenvolvimento desse mercado, diz Serra, da Toro. “Existem as opções com vencimento semanal em outros mercados, como os Estados Unidos. É de se esperar que esse mercado ganhe mais liquidez e volume aqui também”, afirma.

As opções podem ser negociadas no home broker de uma corretora, da mesma forma como acontece a negociação das ações.

Quais os riscos de comprar ou vender opções?

Do lado de quem compra uma call ou uma put, os riscos são limitados. Afinal, o valor máximo de perda é o montante pago pela opção em si – o que acontece caso o investidor não exerça seu direito de compra ou venda.

Já do lado de quem vende a opção, há potencial maior de perda. O lançador (a pessoa que vende a call ou a put) recebe o pagamento do prêmio no primeiro momento. No entanto, o prejuízo no caso de o movimento do mercado ir contra a sua posição é ilimitado.

Por isso, inclusive, quem vende uma opção tem a necessidade de dar uma garantia, um valor estipulado pela bolsa que será utilizado para cobrir eventuais prejuízos que o investidor possa ter na operação.

Quer saber mais sobre as opções e como operar no mercado de derivativos? Confira esse curso gratuito do Hub de educação da B3.

Sobre nós

O Bora Investir é um site de educação financeira idealizado pela B3, a Bolsa do Brasil. Além de notícias sobre o mercado financeiro, também traz conteúdos para quem deseja aprender como funcionam as diversas modalidades de investimentos disponíveis no mercado atualmente.

Feitas por uma redação composta por especialistas em finanças, as matérias do Bora Investir te conduzem a um aprendizado sólido e confiável. O site também conta com artigos feitos por parceiros experientes de outras instituições financeiras, com conteúdos que ampliam os conhecimentos e contribuem para a formação financeira de todos os brasileiros.