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Como investidores podem ajudar vítimas das enchentes no RS

Doações em dinheiro, roupas, itens de higiene, limpeza, alimentos e água para o Rio Grande do Sul mobilizam o País

Enchentes no Rio Grande do Sul
Municípios começam a contabilizar prejuízos econômicos após catástrofe climática no RS. Foto: Gustavo Mansur/Palácio Piratini/Agência Brasil

A catástrofe climática continua no Rio Grande do Sul. Uma forma de ajuda emergencial que os investidores podem ter neste momento é por meio de doações em dinheiro ou de itens de higiene, limpeza, agasalhos, cobertores e alimentos não perecíveis. 

Por isso, o Bora Investir traz as recomendações da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e destaca o apoio da B3 Social à ONG Ação da Cidadania, que atua com trabalho humanitário nas regiões afetadas.

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Já são 147 mortos, 127 desaparecidos e mais de dois milhões de gaúchos afetados pelas enchentes, conforme boletim da Defesa Civil divulgado às 9h desta segunda-feira (13). Os estragos nas cidades e na economia do estado ainda são contabilizados.

Nesta segunda-feira (13), a B3 iniciou uma campanha interna de arrecadação e estendeu a iniciativa ao público em geral. Com isso, a cada doação realizada, a B3 informou que irá dobrar o valor doado. “Fizemos uma rigorosa seleção de ONGs para direcionar os recursos com segurança e seguimos por aqui na missão de fortalecer o Brasil”, diz no comunicado. As doações podem ser feitas por este link.

Saiba como ajudar

Segundo a Anbima, existem duas formas de ajudar neste momento: através de doações em dinheiro ou roupas, itens de higiene e alimentos não perecíveis. Na primeira modalidade, o investidor que não conhece nenhuma entidade social para apoiar pode fazer uma doação em dinheiro para o PIX do SOS Rio Grande do Sul, gerido por um comitê que envolve o setor público, fundações, entidades privadas e movimentos sociais. Até às 9h desta segunda-feira (13), o valor arrecadado já passava de R$ 95 milhões.

Confira as indicações da Anbima:

  • Governo do Rio Grande do Sul: os recursos serão usados para apoio humanitário aos atingidos pelo desastre. A conta de arrecadação é a “SOS Rio Grande do Sul”, no Banrisul, e a chave PIX é o CNPJ 92.958.800/0001-38.  
  • Fundação Sicredi – Ajude o Rio Grande do Sul: as doações serão usadas para compra de mantimentos para as famílias atingidas. A chave PIX é o e-mail [email protected] e o titular da conta é “Fundação Sicredi”.  
  • Campanha ONG Moradia e Cidadania em parceria com a Caixa Econômica Federal: os recursos servirão para apoiar as famílias a enfrentarem a situação de vulnerabilidade ocasionada pela tragédia. A chave PIX é o CNPJ 01.285.730/0017-06. O titular da conta é “Moradia e Cidadania”, do banco Caixa (104), agência 0428 e conta 734-1. 

Doações ao Rio Grande do Sul

Já para fazer a doação de agasalhos, cobertores, roupas, itens de higiene e limpeza, ração para animais e alimentos não perecíveis, os investidores podem se dirigir até uma agência dos Correios em todo Brasil para fazer a doação

Por que os Correios? Porque eles montaram uma megaestrutura para receber os donativos e levá-los de forma gratuita para os abrigos nas cidades atingidas. O transporte não terá nenhum custo aos doadores.

B3 Social e Ação da Cidadania

Uma das ONGs apoiada pela bolsa de valores através da B3 Social, a Ação da Cidadania tem atuado na região, assim como outras entidades, na ajuda humanitária às famílias gaúchas. Criada pelo sociólogo e ativista de direitos humanos Betinho, a ONG mobiliza diferentes empresas, clubes, celebridades e a sociedade civil organizada. 

Até agora, foram doados 1,5 milhão de pratos de comida por meio da ONG e todos os direitos da música “Deixa o Coração Falar” serão revertidos para dar suporte às áreas atendidas pela Ação da Cidadania no RS, junto com a organização do festival musical Rock in Rio 40.

Em outra frente de atuação, a ONG organiza a coleta de donativos no jogo desta segunda-feira (13) entre Flamengo e Fluminense, pelo Brasileirão Feminino. A entrada será feita mediante a doação de três litros de água mineral para ajudar as vítimas no RS. Haverá um ponto de coleta na porta principal do estádio Luso Brasileiro e também podem ser doados itens de higiene, limpeza e alimentos não perecíveis.

“Nós transformamos as suas doações em recursos emergenciais, como água. Em seguida, transferimos ao galpão do Mercado Livre, que otimiza essa megaoperação. Então, nós levamos até às famílias gaúchas”, diz em mensagem nas redes sociais.

Além disso, cerca de 300 toneladas de alimentos e água chegam ao Rio Grande do Sul, que foram doados pelo DJ Alok, e são organizados e distribuídos pela ONG na região afetada. Os investidores interessados em ajudar a ONG podem fazê-lo por meio da chave PIX [email protected]

O que é B3 Social?

Vale ressaltar que todas as organizações escolhidas pela B3, antes de receberem apoio, passam por um processo de Due Diligence realizado pelas áreas de compliance, jurídico e pela equipe executiva da B3 Social.

Mas, afinal, o que é a B3 Social? É uma associação sem fins lucrativos responsável pelas ações sociais da bolsa de valores.

“Temos o propósito de contribuir com a redução de desigualdades sociais no Brasil e, para isso, nossa principal estratégia é financiar organizações e projetos que atuem de forma estruturante na melhoria da educação pública brasileira”, diz a descrição a associação.

Em situações emergenciais, como as enchentes no RS, a B3 Social redireciona a ajuda para organizações que atendam os atingidos. Durante a pandemia de Covid-19, por exemplo, foram doados diversos recursos para as áreas de saúde, alimentação e renda. Antes da catástrofe climática no Sul, a atenção da B3 Social estava voltada a auxiliar áreas afetadas por desastres ambientais, insegurança alimentar e apoio à população em situação de rua.

Como surgiu?

Quando a Bovespa e a BM&F se unificaram, em 2007, foi criado o Instituto BM&FBOVESPA, como uma associação sem fins lucrativos. A ideia era gerir as ações sociais voltadas ao esporte e cultura com os projetos que cada uma delas estava responsável.

Com a fusão com a Cetip, em 2017 — assim nasceu a B3 —, o instituto também passou por mudanças e veio a se chamar B3 Social. Atualmente, a associação conta com o impacto por meio do investimento social privado baseado em evidências e do engajamento dos próprios funcionários.

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