Copom terá 8 reuniões em 2026; veja calendário e projeção para a Selic
Primeira pesquisa Focus do ano mostrou que os analistas mantêm a expectativa de cortes na taxa Selic, neste ano
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A expectativa para 2026 é de que o Banco Central inicie o ciclo de corte nos juros se não na primeira reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), no final de janeiro, na segunda, em março. A taxa básica de juros, a Selic, está hoje em 15%, após o Copom manter a taxa nas últimas quatro reuniões de 2025.
O Banco Central (BC) tem se mantido cauteloso acerca de sinalizações sobre a queda de juros. Em coletiva de imprensa em dezembro, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, reiterou diversas vezes que ‘não há porta fechada nem seta dada’ para as próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).
Galípolo reforçou que o comitê tem preferido ‘esperar chegar lá’ com mais dados nas mãos em detrimento de sinalizar algo de antemão.
“A facilidade que temos em não dar nenhuma pista não é por estarmos sendo habilidosos em esconder algo, mas, na verdade, por que não temos sobre o que dar uma pista. É mais vantajoso não tomar essa decisão agora, ganhar este tempo e poder tomar essa decisão somente em janeiro. É assim que deve ser entendida essa questão”, disse.
Trajetória da Selic em 2025

Em 2026, estão agendadas oito reuniões do Comitê, a saber:
- 27 e 28 de janeiro
- 17 e 18 de março
- 28 e 29 de abril
- 16 e 17 junho
- 4 e 5 de agosto
- 15 e 16 de setembro
- 3 e 4 de novembro
- 8 e 9 de dezembro
Como deve ficar a Selic em 2026
A primeira pesquisa Focus do ano mostrou que os analistas consultados pelo Banco Central mantêm a expectativa de cortes na taxa básica de juros, a Selic.
A projeção é de manutenção do nível atual de 15% na primeira reunião do ano, em 27 e 28 de janeiro. Ao final de 2026, entretanto, a expectativa é de que ela fique em 12,25%, com boa parte do mercado apostando no início do ciclo de cortes a partir de março.
Inflação dentro da meta
O Índice de Preços ao Consumidor-Amplo (IPCA), a inflação oficial do país, fechou o ano de 2025 em 4,26%, informou na sexta-feira, 9, o IBGE. Em dezembro, porém, a taxa acelerou para 0,33%, ante 0,18% em novembro.
Com o resultado, a inflação fechou o ano abaixo do teto da meta perseguida pelo Banco Central. O centro da meta oficial para o IPCA é de 3%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
Para 2026, a projeção atual do mercado é de alta de 4,06%, também abaixo do teto da meta, segundo as expectativas coletadas pelo Boletim Focus do Banco Central.
*Matéria originalmente publicada em IstoÉ Dinheiro, portal parceiro de Bora Investir