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Conselho da Petrobras avalia hoje indicação de Prates para a presidência

Expectativa é de aprovação, mas nomeação definitiva deve demorar um mês. Jean Paul Prates já renunciou ao cargo de Senador para assumir a estatal

Jean Paul Prates. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Em nota à imprensa, a petroleira afirmou que o nome Jean Paul Prates foi aprovado pela Casa Civil da Presidência da República. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

O Conselho de Administração da Petrobras está reunido nesta quinta-feira, 26/01, para analisar o nome de Jean Paul Prates (PT-RN) para a presidência da estatal. O senador precisa se tornar membro do Conselho antes de ser confirmado como diretor-presidente da companhia.

A avaliação do governo é que Prates deve ser eleito já como presidente interino da empresa, no lugar de Caio Paes de Andrade, que deixou o cargo no começo de janeiro. Se confirmada essa possibilidade, ele antecipa em dois meses o início do mandato – já que a assembleia dos acionistas, que referenda o nome de forma definitiva, está marcada para abril.

Na última terça-feira, os comitês de Elegibilidade (Celeg) e de Pessoas (Cope) referendaram a indicação de Jean Paul Prates como conselheiro e presidente da Petrobras, com base nas regras de governança da companhia. Essa etapa acontece, após o nome do senador ter passado por análises internas para confirmar a adequação ao cargo, em processos conhecidos como “background check” de integridade (BCI) e governança (BCG).

Esse processo é aplicado a todos os executivos indicados a cargos na alta administração da estatal e consiste no levantamento de documentos para verificar se a indicação atende às exigências legais e à política de nomeações da companhia e da Lei das Estatais.

A Petrobras hoje é comandada pelo diretor executivo de Desenvolvimento da Produção, Henrique Rittershaussen. Ele assumiu o comando da empresa de forma interina com a saída de Caio Mário Paes de Andrade, que foi para o governo de São Paulo.

Prates renuncia ao Senado

Jean Paul Prates renunciou ao mandato de senador pelo PT, representando o Rio de Grande do Norte. A informação foi veiculada pelo Senado. A carta renúncia foi publicada hoje pelo Diário do Senado.

“Ao passo que o cumprimento, sirvo deste expediente para comunicar-lhe, nos termos do art. 29 do Regimento Interno do Senado Federal, a minha renúncia ao mandato de Senador da República pelo Rio Grande do Norte na 55ª e 56ª legislatura”.

No fim do ano passado, Prates utilizou a tribuna do Senado para se despedir dos colegas.

Saiba quem é Jean Paul Prates

O senador indicado à presidência da Petrobras tem 25 anos de trabalho nas áreas de petróleo, gás natural, biocombustíveis, energia renovável e recursos naturais.

Na área pública, Jean Paul Prates atuou na regulação dos setores de petróleo, energia renovável, biocombustíveis e infraestrutura nos governos Fernando Henrique Cardoso e Lula. Ele também foi secretário de Estado de Energia e Assuntos Internacionais do Rio Grande do Norte.       

Em 2014, Prates foi eleito primeiro suplente da senadora Fátima Bezerra (RN) para a legislatura 2015-2022.

Jean Paul Prates é formado em direito na UERJ e economia na PUC/RJ. Nos Estados Unidos, se tornou mestre em Planejamento Energético e Gestão Ambiental pela Universidade da Pennsylvania. Na França, concluiu mestrado em Economia de Petróleo e Motores, pelo Instituto Francês do Petróleo.

O que esperar de Prates à frente da Petrobras?

Entre os objetivos do senador Jean Paul Prates à frente da Petrobras está levar a companhia a uma posição de liderança na transição energética, a exemplo de outras grandes petroleiras globais.

Um dos protagonistas do marco regulatório da geração de energia eólica offshore, ele pretende inserir a empresa no segmento e voltar a investir na modernização do parque de refino da estatal, visando a produção de energia verde.

O futuro presidente da Petrobras também é autor de outros marcos legais envolvendo a transição energética, como a lei do hidrogênio e a lei que regula a captura e o armazenamento de carbono – CO2. Também atuou como relator do Marco Legal das Ferrovias, das novas leis sobre a produção de biogás em aterros sanitários e a lei de mobilidade urbana sustentável.

Aumento de preço da gasolina

Começou a valer na quarta-feira, 25/01, o aumento no preço da gasolina para as refinarias, segundo anunciou a Petrobras. O combustível foi reajustado de R$ 3,08 para R$ 3,31 por litro – um aumento de R$ 0,23 por litro que corresponde a uma alta de 7,47%.

Esse foi o primeiro reajuste do ano e do novo governo. A estatal disse, em nota, que “o aumento acompanha a evolução dos preços de referência e é coerente com a prática de preços da empresa, que busca o equilíbrio dos seus preços com o mercado, mas sem o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações e da taxa de câmbio”.

A política de preços alinhada ao exterior é alvo de críticas do governo à empresa. No fim do ano passado, o futuro presidente da Petrobras afirmou que a discussão de uma mudança nessa política de preços se dará dentro do governo. “Não é a Petrobras que define política de preço [de combustíveis]”.

A Petrobras adota desde 2016 a política de Preço de Paridade Internacional (PPI). Nela o preço dos combustíveis nas refinarias é reajustado conforme a cotação do dólar e do preço do barril de petróleo no mercado internacional.

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