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Por que a petroleira Chevron (CHVX34) ganha destaque com a queda de Maduro na Venezuela

A Chevron foi a única petroleira dos EUA que permaneceu no país após as nacionalizações de 2007

Com ISTOÉ Dinheiro

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Em seu discurso após a captura de Nicolás Maduro, o presidente Donald Trump afirmou que petroleiras dos Estados Unidos irão financiar uma modernização no sistema de exploração do petróleo na Venezuela. Apesar de não estar claro que companhias estarão envolvidas, uma já entra no radar do mercado: a Chevron (CHVX34).

Quando o governo de Hugo Chávez renegociou contratos com as empresas petroleiras estadunidenses no começo dos anos 2000, a maior parte delas deixou o país. A Chevron escolheu permanecer, e produz hoje cerca de um terço do total de petróleo extraído no país.

A empresa ainda não detalhou como fica sua operação no país. Um porta-voz disse, no entanto, ao The Guardian que “a Chevron permanece focada na segurança e no bem-estar de nossos funcionários, bem como na integridade de nossos ativos. Continuamos a operar em total conformidade com todas as leis e regulamentos relevantes”.

A Venezuela possui a maior reserva de petróleo do mundo, com mais de 200 bilhões de barris, superando a Arábia Saudita.

Empresas dos EUA e o petróleo da Venezuela

No final de julho, Trump já havia interferido na situação da empresa no país ao determinar em uma nova licença que a Chevron não pagaria mais ao governo Maduro em dinheiro, mas sim com petróleo. A economista Tamara Herrera explicou à AFP que o modelo já causava problemas, ao paralisar a injeção de dólares na economia venezuelana.

Agora, a captura de Nicolás Maduro adiciona um novo capítulo em uma disputa sobre o petróleo venezuelano que se torna cada vez mais dramática desde o governo de Hugo Chávez. Em 2007, ExxonMobil e ConocoPhillips encerraram sua operação venezuelana após uma medida do governo chavista determinar que a empresa estatal Petróleos da Venezuela (PDVSA) passasse a deter um mínimo de 60% da participação em petroleiras atuando no país. Outras mudanças incluíram aumento de royalties e de impostos.

A queda de investimento internacional ocasionada pelas medidas reduziu drasticamente a produção venezuelana de petróleo. Os embargos implementados pelos Estados Unidos contra o país desde 2015 agravaram ainda mais o quadro.

Chevron vai representar interesses dos EUA?

A Chevron é a única grande petroleira dos EUA que permaneceu na Venezuela desde aquela época, aceitando os termos de Chávez na ocasião e, mais recentemente, operando sob licenças especiais do governo americano enquanto vigora um embargo ao petróleo venezuelano.

Agora, o presidente Donald Trump determina que “grandes empresas de petróleo dos Estados Unidos – as maiores do mundo em qualquer lugar – entrem lá, gastem bilhões de dólares, consertem a infraestrutura que está terrivelmente arruinada e comecem a ganhar dinheiro para o país”.

Ações das Petroleiras dos EUA

As ações das empresas petroleiras dos EUA saltavam nas negociações pré-mercado nesta segunda-feira, 5, com investidores apostando que a ação do presidente Donald Trump contra a liderança da Venezuela permitirá que as empresas norte-americanas tenham maior acesso às maiores reservas de petróleo do mundo.

As ações da Chevron, a única grande empresa dos EUA que atualmente opera nos campos de petróleo da Venezuela, subiram 7,3%, enquanto as refinarias Phillips 66, Marathon Petroleum, Valero Energy e PBF Energy subiram entre 5% e 16%.

*Matéria originalmente publicada em IstoÉ Dinheiro, portal parceiro de Bora Investir

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