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IBC-Br recua 0,65% no trimestre até agosto

Mercado já esperava uma contração da atividade, mas queda foi superior às expectativas

Dinheiro/reais. Foto: Adobe Stock
Em um contexto global, o mundo tem caminhado para uma desaceleração econômica. Foto: Adobe Stock

Após o forte crescimento no começo do ano, a economia brasileira se retraiu no trimestre de junho até agosto, conforme o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br). O indicador mede a produção dos três setores da economia – indústria, agropecuária e serviços. Por ter divulgação mensal, o IBC-Br é considerado uma prévia do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), cuja divulgação é feita pelo IBGE a cada trimestre.

IBC-Br: como funciona esse indicador da economia brasileira?

Na série com ajuste sazonal, o recuo do trimestre até agosto foi de 0,65% ante os três meses anteriores (março a maio). A queda foi maior do que o mercado esperava.

Na comparação com o mesmo período de 2022, entretanto, a elevação no trimestre até agosto foi de 1,52% na série sem ajustes sazonais, informou o BC. No ano até agosto, o resultado do IBC-Br ainda é positivo em 3,06%. Já em 12 meses, o crescimento é de 2,82%.

Resultado em agosto

Considerando apenas o mês de agosto, o indicador recuou 0,77%, na série livre de efeitos sazonais. Em julho, a alta havia sido de 0,42% (dado atualizado hoje).

A projeção atual do BC para a atividade doméstica em 2023 é de crescimento de 2,9%, conforme o Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro. Já a equipe econômica projeta expansão de 3,2%.

Repercussão

Após a divulgação do resultado, a estimativa de alta frequência do Santander Brasil para o PIB do terceiro trimestre permaneceu em queda de 0,3%. A casa também reafirmou sua projeção de alta de 2,5% para o PIB do ano de 2023.

“Apesar da surpresa positiva recente no resultado do PIB do segundo trimestre, continuamos a ver sinais de desaceleração para a atividade econômica à frente, especialmente para segmentos mais cíclicos, devido a condições financeiras extremamente restritivas”, afirmou o banco em nota. “Além disso, esperamos contribuições negativas da produção agrícola para o segundo semestre, uma vez que o impacto positivo das safras recordes de verão foi limitado ao primeiro trimestre e início do segundo trimestre.”

Já a economista do Inter, Rafaela Vitória, afirmou que a projeção da casa, de queda de 0,2% do PIB no terceiro trimestre, tem viés de baixa após a divulgação do IBC-Br.

“O IBC-Br de agosto veio em linha com a tendência, mas com magnitude de queda maior”, afirmou ela. “Vemos alta de 2,8% para o PIB de 2023, também com viés de baixa”.

*Agência Estado

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