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Ibovespa fecha em alta com cenário de moderação no ritmo dos juros nos EUA

O bom humor dos investidores se firmou após o presidente do banco central americano dizer que ritmo de elevação dos juros deve ser reduzido a partir de dezembro

O último pregão de novembro foi marcado pelo otimismo dos mercados com a declaração do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, de que o banco central americano pode começar a reduzir o ritmo das altas de juros já a partir de dezembro. O otimismo em relação a uma possível reabertura na China completa o cenário internacional. Na cena interna, a transição presidencial e o seu desafio fiscal seguem no radar.

A Bolsa do Brasil (B3) fechou em alta de 1,42%, aos 112.486 pontos. No mês, o saldo é negativo em 3,06%. O otimismo com as perspectivas chinesas de flexibilizar as restrições impostas pela política de ‘covid zero’ voltou puxar para cima as ações ligadas às commodities. Os papéis preferenciais da Petrobras (PETR4) que tiveram alta de 4,02% e as ações ordinárias da Vale (VALE3) subiram 1,53%. O dólar comercial fechou em queda de 1,63%, a R$ 5,20. A moeda americana, no entanto, encerra o mês com alta acumulada de 0,70%.

Juros nos EUA

O presidente do Fed afirmou também nesta quarta-feira, 30/11, que o BC americano terá que manter os juros em um território “suficientemente” restritivo por algum tempo para que a inflação volte para a meta de 2%. Jerome Powell informou ainda que os juros podem subir durante 2023 e que há um longo caminho à frente no combate a estabilidade dos preços.

“A inflação registrou uma queda recentemente, mas ela é bastante volátil e temos que ter muito mais evidências para assegurar que a inflação está indo para a meta”. Powell completou: “Os salários continuam subindo acima do nível necessário para trazer a inflação de volta para a meta.”

Livro Bege

O documento do Fed, que serve como um termômetro para a economia dos Estados Unidos também foi divulgado hoje. O Livro Bege, como é chamado, apontou que a atividade econômica americana se mantém firme, mas já começa a perder o fôlego que apresentava anteriormente.

Ainda de acordo com o documento, o mercado de trabalho segue forte diante do receio das empresas de demitir e depois ter dificuldades para voltar a contratar.