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Ibovespa sobe 0,11% em terceiro pregão seguido de alta; dólar volta a R$ 4,90

Ibovespa embala terceira sessão seguida de alta e sobe 0,11% com alta do petróleo e de Vale (VALE3); dólar avança a R$ 4,90

Ibovespa
O Ibovespa é o principal índice de ações da B3, a Bolsa de Valores do Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

A bolsa de valores hoje embalou mais uma sessão consecutiva de alta, a terceira seguida. Nesta sexta-feira (17), o Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,11%, cotado a 124.773,21 pontos, e chegou a superar os 125 mil pontos na máxima do dia. Simultaneamente, o dólar registrou alta contra o real no Brasil, e voltou a ficar cotado a R$ 4,90.

O dia foi pautado pela alta no preço dos contratos futuros do barril de petróleo. A plataforma ICE aponta que o barril Brent para janeiro de 2024 se valorizou em 4,12%, ultrapassando os US$ 80 por tonelada. Além disso, investidores repercutiram os dados da prévia do PIB, o IBC-Br, que veio abaixo do esperado.

Ibovespa hoje

O Ibovespa hoje foi impulsionado pela boa performance das ações de petroleiras, principalmente da Petrobras, que se beneficiaram da alta do petróleo.

No pregão, a ação ON de Petrobras (PETR3) subiu 3,93%, enquanto a ação preferencial aproveitou alta de 3,07% nesta sexta. O papel de Prio (PRIO3) e 3R Petroleum subiram 2,54% e 2,87%, respectivamente. A PetroReconcavo (RECV3) avançou 3,36% na bolsa.

A Vale (VALE3) também teve influencia positiva para que a bolsa encerrasse o terceiro pregão consecutivo de altas. Papéis da mineradora subiram 0,19%, movimentando R$ 1,78 bilhão em negociações. Os dados foram atualizados às 18h30.

A decisão do governo de manter a meta fiscal de déficit zero em 2024 também fez preço nos ativos, diz Luiz Felipe Bazzo, CEO do Transferbank.

O IBC-Br, prévia oficial do PIB, veio abaixo do esperado por economistas. A economia brasileira recuou 0,06% em outubro, bem pior que a mediana das expectativas coletadas pelo Projeções Broadcast, de alta de 0,20%.

Por outro lado, os dados do IBC-Br mostram que “a economia está andando de lado e impulsionada por medidas artificias”, afirma em relatório Julio Hegedus Netto, economista-chefe da Mirae Asset.

Nas estimativas de corretora, a economia brasileira deve retrair 0,2% no terceiro trimestre e crescer 0,2% nos últimos três meses do ano.

Dólar hoje

O dólar hoje avançou na relação com o real na bolsa de valores. A moeda norte-americana subiu 0,74%, para R$ 4.9059.

No cenário externo, por outro lado, o dólar perdeu força diante das principais moedas globais. O índice DXY, que compara os valores da moeda americana com os de outras divisas como o iene e o euro, cedeu 0,42%, a 103,917 pontos.

Ações em alta na bolsa de valores hoje

A melhor ação da bolsa de valores hoje foi a da rede varejista de moda Lojas Marisa (AMAR3). O papel se valorizou em 11% e foi contagiado pelo otimismo que levou à alta de outras ações de varejo, como Americanas (AMER3) e C&A Modas (CEAB3).

Confira abaixo as cinco ações com maiores altas na bolsa de valores hoje. A lista traz apenas ações que movimentaram um valor equivalente ou superior a R$ 1 milhão em volume de transações, e foi atualizada às 18h38.

  1. Lojas Marisa ON (AMAR3): +11,01%
  2. Azevedo&Travassos PN (AZEV4): +9,95%
  3. Americanas ON (AMER3): +9,41%
  4. Mobly ON (MLBY3): +7,73%
  5. Azevedo&Travassos ON (AZEV3): +6,47%

Ações em baixa na bolsa de valores hoje

Na parte de baixo na bolsa de valores, as ações PN da Raízen (RAIZ4) ficaram com o pior desempenho do dia. O ativo recuou 5,56% nesta sexta-feira.

Confira abaixo a lista das cinco ações com maiores baixas na bolsa de valores hoje. A lista contempla os mesmos critérios utilizados para ranquear ações em alta.

  1. Raízen PN (RAIZ4): -5,56%
  2. Mater Dei ON (MATD3): -5,06%
  3. Valid ON (VLID3): -4,32%
  4. CVC Brasil ON (CVCB3): -4,31%
  5. Zamp ON (ZAMP3): -4,12%

Bolsas de Nova York

As bolsas de Nova York fecharam com variação positiva marginal na sessão de hoje, após balanços corporativos e declarações de dirigentes do Federal Reserve (Fed) em foco. Os ganhos semanais, por sua vez, foram robustos, após uma leitura benigna de inflação nos EUA fazer o mercado consolidar suas apostas no fim do ciclo de aumentos de juros nos EUA.

No fechamento desta sexta-feira (17), o índice Dow Jones subiu 0,01%, a 34.947,28 pontos, enquanto o S&P 500 ganhou 0,13%, a 4.514,02 pontos. O Nasdaq se valorizou 0,08%, a 14.125,48 pontos. Já em relação à sexta-feira anterior, as altas foram de 1,94%, 2,24% e 2,37%, respectivamente. Foi a terceira semana de elevação para as três referências.

Bolsas da Europa

As bolsas da Europa também fecharam em alta nesta sexta-feira (17) após dados econômicos fracos reforçarem a perspectiva de que os BCs locais provavelmente não voltarão a elevar juros. As expectativas dovish prevaleceram, a despeito das falas de banqueiros centrais que sinalizaram para a manutenção da política monetária restritiva por mais tempo.

Em destaque, o mercado acionário de Madri encostou os maiores níveis em mais de três anos, após reeleição de Pedro Sánchez como primeiro-ministro. O índice Ibex 35 teve alta de 0,97% e foi a 9.761,40 pontos, maior patamar desde fevereiro de 2022.

O índice FTSE 100, de Londres fechou em alta de 1,26%, aos 7.504,25 pontos. Na bolsa de Frankfurt, o DAX subiu 0,84%, aos 15.919,16 pontos, enquanto em Paris, o CAC 40 avançou 0,91%, aos 7.233,91 pontos. Em Milão, o FTSE MIB ganhou 0,82%, aos 29.498,43 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 subiu 0,53%, aos 6.280,56 pontos. As cotações são preliminares.

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