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IGP-DI sobe 1,50% em setembro, pressionado por commodities e energia

O IGP-DI de setembro de 2026 registrou alta de 1,50%, impulsionado por commodities agrícolas e energia. O índice acumulou 3,80% em 12 meses

Com ISTOÉ Dinheiro

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O IGP-DI de setembro de 2026 subiu 1,50%, após registrar alta de 0,06% em agosto, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (7). Commodities agrícolas e energia foram as principais fontes de pressão sobre o indicador.

O resultado ficou em linha com a expectativa da pesquisa Reuters. Com o avanço mensal, o IGP-DI acumulou alta de 3,80% em 12 meses.

Commodities agrícolas e gasolina pressionam preços ao produtor

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-DI), responsável por 60% do indicador geral, acelerou de 0,10% em agosto para 1,95% em setembro.

Matheus Dias, economista do FGV Ibre, atribuiu o movimento às altas da soja, do farelo de soja e do milho, acompanhadas pelo reajuste da gasolina automotiva.

Energia elétrica e alimentos elevam inflação ao consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que representa 30% do IGP-DI, passou de uma queda de 0,37% em agosto para alta de 0,67% em setembro.

De acordo com Dias, a pressão veio principalmente da habitação. As tarifas de eletricidade residencial aumentaram após o fim dos efeitos dos descontos concedidos pelo Bônus de Itaipu.

Os alimentos in natura contribuíram para a aceleração, com destaque para tomate e batata-inglesa.

Custos da construção desaceleram em setembro

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) seguiu na direção oposta aos demais componentes. A alta desacelerou de 0,66% em agosto para 0,22% em setembro.

O IGP-DI apura preços ao produtor, ao consumidor e na construção civil entre o primeiro e o último dia do mês de referência.

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