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Ibovespa B3 sobe 3,33% e fecha nos 171 mil pontos, em recorde histórico; dólar cai a R$ 5,32

Veja como se comportaram o Ibovespa e o dólar quinta quarta-feira (21), e o que movimentou os ativos

Ibovespa B3 viveu esta quarta-feira (21) em modo ‘recorde’. Com fatores externos e internos o principal índice da bolsa brasileira subiu durante todo o dia, renovando máximas e fechou no maior patamar da sua história, ao subir 3,33%, aos 171.816,67 pontos. 

O IBOV começou o dia refletindo as tensões geopolíticas envolvendo os Estados Unidos e a Europa, pelo domínio da Groenlândia. Apesar do presidente Donald Trump afirmar que não usará armas no conflito, o que diminuiu o risco à ativos de risco, as disputas comerciais continuam a impactar as decisões dos investidores.  

“As questões globais macro, em especial geopolíticas, tem promovido uma saída significativa de capital da Europa e dos EUA, distanciando de conflitos e competição comercial exacerbada. Esse movimento de saída para mercados emergentes começou e veio para ficar, devendo consolidar-se ao longo de todo o ano de 2026”, afirma Cristiano Henrique Luersen, Sócio e Assessor de Investimentos da Wiser Investimentos. 

No cenário local, pesquisas eleitorais para as eleições de 2026 seguem no radar. Com perspectivas de mais equilíbrio entre governo e oposição, investidores esperam políticas fiscais mais equilibradas.  

“Condições mais próximas de competição ao favorito atual, leva os mercados a esperarem mais equilíbrio nas contas públicas, uma gestão mais austera, e um quadro de responsabilidade fiscal elevado com juros futuros em queda, esperança de Selic reduzida e melhores condições para crédito e atuação das empresas brasileiras”, aponta Luersen.

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Ibovespa hoje 

Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 171.969,01 pontos na nova máxima histórica e 166.277,91 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 43,1bilhões. 

Maiores altas 

Ticker Dia (%) Valor (R$) 
COGN3 10,96 4,05 
YDUQ3 8,91 13,08 
CEAB3 7,93 10,89 
VAMO3 7,49 3,73 
LREN3 6,39 14,49 

Dólar hoje 

Os fatores geopolíticos nos EUA e Europa, além da acomodação dos rendimentos dos títulos japoneses (JGBs), que ajudou a aliviar a pressão sobre as curvas de juros globais, deram fôlego ao real ante o dólar nesta quarta-feira. No fim do dia, o dólar comercial caiu 1,13%, a R$ 5,32. 

“No Brasil, embora o cenário externo contribuiu como um vetor relevante para o câmbio, destaca-se a os elevados fluxos globais para ativos locais/emergentes neste início de ano, sustentando a valorização do real frente ao dólar”, Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. 

Bolsas de Nova York 

As bolsas de Nova York recuperaram parte das perdas do pregão anterior, após Trump afirmar que não usará força militar na Groenlândia, e que chegou a um acordo com a OTAN para a ilha, o que o fez recuar com relação às tarifas que havia anunciado contra a Europa e que iriam entrar em vigor dia 1º de fevereiro. Assim, o Dow Jones ganhou 1,23%, o S&P 500 subiu 1,16%, enquanto o Nasdaq teve alta de 1,18%.

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