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Ibovespa fecha em 126 mil pontos, no maior patamar desde de 2021

Bolsa de valores hoje sobe a patamares recordes mais uma vez com impulso do cessar-fogo entre Israel e Hamas; dólar também avança

Ibovespa
O Ibovespa é o principal índice de ações da B3, a Bolsa de Valores do Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

O Ibovespa, o principal índice de ações de B3, a Bolsa de Valores do Brasil, encerrou a sessão desta quarta-feira (22/11) em alta em alta de 0,33%, a 126.035,30 pontos, com o o foco dos investidores nas decisões da guerra entre Israel e Hamas. No Brasil, a política está no foco e ajudou a mexer com o humor do mercado local. Foi o melhor desempenho desde 28 de julho de 2021.

Dólar hoje

O dólar fechou em alta e subiu 0,07%, cotado a R$ 4,9017.

Simultaneamente, no mercado internacional, a moeda norte-americana também ganhou força. O DXY, que mede o desempenho do dólar ante outras moedas fortes, subiu 0,34%, a 103,92 pontos.

Ações em alta

Algumas das gigantes da bolsa estiveram entre as maiores altas do dia, com destaque para IRB e Marfrig, que tiveram ganhos de mais de 5%. Confira a lista das cinco ações que mais subiram no dia.

  • Lopes Brasil (LPSB3) +12,86%
  • IRB Brasil (IRBR3) +6,19%
  • Marfrig (MRFG3) +5,58%
  • Ânima (ANIM3) +4,17%
  • Auren (AURE3) +4,12%

Ações em baixa

Por outro lado, a Americanas ficou entre as piores ações do dia, com queda de mais de 7% no pregão. A Recrusul colocou dois tickers entre os piores do dia. Entre as gigantes, destaque para a Cemig, que perdeu quase 10% do valor das suas ações preferenciais. Veja a lista de maiores quedas.

  • Recrusul (RCSL4) -12,73%
  • Cemig (CMIG4) -9,71%
  • Americanas (AMER3) -7,63%
  • Recrusul (RCSL3) -6,98%
  • Cemig (CMIG3) -5,82%

Os rankings contemplam ações da bolsa de valores com volume de mais de R$ 1 milhão, pertencentes ou não ao Ibovespa e outros índices. As cotações foram apuradas às 18h07, depois do fechamento, mas estão sujeitas a atualizações.

Fatores globais

A bolsa de valores hoje acompanhou os índices de Nova York, que fecharam em alta, ainda repercutindo a publicação da ata de política monetária do Federal Reserve  (Fed) e a publicação de indicadores mistos da economia americana.

As perspectivas de uma pausa no aperto da autoridade, que inclui ainda expectativa de cortes de juros no próximo ano, deram forças aos índices. Além disso, o balanço  da Nvidia, publicado após o fechamento do mercado ontem, repercutiu durante a sessão.

Também ajudou a impulsionar o mercado o acordo entre Israel e Hamas para soltar 50 reféns e uma interrupção temporária nos bombardeiros. Porém, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou, que a guerra segue.

Bolsas mundiais

No fechamento das bolsas de Nova York, o índice Dow Jones  avançou 0,53%, a 35.273,03 pontos. O S&P 500 ganhou 0,41%, a 4.556,62 pontos. Já o Nasdaq subiu 0,46%, a 14.265,86 pontos.

Na Europa, a bolsa de Londres fechou em baixa. O índice FTSE 100 foi afetado pela queda do petróleo, que tombava perto de 4% no fechamento europeu e pesava sobre as petroleiras. Com isso, o índice registrou baixa de 0,17% hoje, aos 7.469,51 pontos.

Em Frankfurt, o DAX subiu 0,36%, aos 15.957,82 pontos; em Paris, o CAC 40 subiu 0,43%, aos 7.260,73 pontos; em Milão o FTSE MIB teve alta de 0,01%, aos 29.154,91 pontos; em Lisboa, o PSI 20 caiu 0,06%, aos 6.280,45 pontos. Em Madri, o IBEX subiu 0,66%, aos 9.892,50 pontos. 

Política interna também afetou bolsa de valores hoje

Alas do governo querem abrasileirar os preços dos derivados de petróleo, “o que certamente é um risco”, avalia Alvaro Bandeira, coordenador da Comissão Econômica da Apimec Brasil. Além disso, o governo cobra soluções sobre precatórios ao STF.

Outro ponto que está sob escrutínio do mercado é o aumento de ICMS, anunciado por alguns estados, “o que certamente pressionará a inflação”, diz Bandeira.

Taxação de fundos

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator do projeto de lei de taxação dos fundos offshore e fundos exclusivos, fechou um acordo com parlamentares da oposição e viabilizou a aprovação de seu texto sem destaques.

A proposta foi aprovada em votação simbólica na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e, agora, seguirá para análise do plenário do Senado.

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