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Ibovespa fecha em alta, impulsionado por Vale e com arcabouço fiscal no radar; dólar cai

Ibovespa avança e dólar cai nesta terça-feira, 22 de agosto, com Vale (VALE3) em destaque, impulsionada pela China

Painel de cotação. Foto: Adobe Stock
Bolsa de valores: apresentação de arcabouço fiscal ao presidente Lula é monitorado pelos investidores. Foto: Adobe Stock

A bolsa de valores teve um dia positivo nesta terça-feira (22), com o Ibovespa fechando o pregão em alta de 1,51%, aos 116.156 pontos.

Os investidores observam as movimentações relacionadas à votação do arcabouço fiscal na Câmara. Além disso, está em foco os movimentos do governo chinês com relação ao pacote de estímulos para impulsionar a economia local e os juros futuros americanos.

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“O Ibovespa fecha em alta com grande parte das ações que compõem o índice com performance positiva após quedas sucessivas, que se explicam por temores globais em relação à economia chinesa”, Elcio Cardozo, especialista em mercado de capitais e sócio da Matriz Capital.

O especialista ressalta também o impacto dos juros americanos no desempenho recente da bolsa. “As recentes altas dos treasuries americanos (títulos do governo) ocasionam fuga de capital dos ativos de risco (bolsa) para ativos de menor risco”.

VALE3 em destaque

No âmbito internacional, o que mais despertou a atenção dos agentes foram os movimentos do governo chinês com relação a possíveis estímulos econômicos, especialmente para o setor de construção civil.

Nesse cenário, a bolsa de valores hoje fechou com a Vale em alta consistente, de 2,25%, impulsionada pela alta no minério de ferro. A commodity avança com a melhora de percepção sobre a China.

Dólar hoje

Simultaneamente, a moeda norte-americana caiu 0,76% em relação ao real, fechando o dia cotada a R$ 4,9407. “O dólar operou em queda após diversos dias de alta, em um movimento de correção natural”, diz Cardozo.

Ele afirma que a desvalorização da moeda ajuda a reduzir a pressão sobre os juros futuros no Brasil, que também caíram após vários pregões em alta.

Por outro lado, no cenário internacional, o índice do dólar (DXY), que mede o desempenho da moeda americana em relação a outras divisas globais, avançou 0,25%, a 103,56 pontos.

Ações em alta

Apesar da alta da Vale (VALE3), a mineradora não está entre os maiores ganhos do dia. A seguradora IRB (IRBR3) ficou com a maior alta, seguida pela Vibra Energia (VBBR3). A ação da Minerva (BEEF3) também se destacou. Confira a lista com as cinco ações em alta que lideraram a bolsa nesta terça.

  • IRB (IRBR3) +9,02%
  • Vibra (VBBR3) +6,82%
  • Minerva (BEEF3) +6,34%
  • Arezzo (ARZZ3) +4,74%
  • Eztec (EZTC3) +4,40%

Ações em baixa

Por outro lado, a Petz (PETZ3) ficou com a pior queda. Os frigoríficos Marfrig (MRFG3) e a JBS (JBSS3), em movimento oposto ao do concorrente Minerva, também ficaram entre as ações que mais caíram. Veja as ações que mais caíram no dia.

  • Petz (PETZ3) -2,39%
  • Marfrig (MRFG3) -1,83%
  • Via (VIIA3) -1,19%
  • JBS (JBSS3) -1,02%
  • Carrefour (CRFB3) -0,88%

Os rankings de ações com as maiores altas e baixas da bolsa contemplam papéis que movimentaram mais de R$ 1 milhão no dia. As cotações foram registradas entre as 17h10 e 17h20 e estão sujeitas a atualizações.

Bolsas mundiais

Os três principais índices de ações de Nova York fecharam sem direção única nesta terça-feira, à medida que a retomada dos temores sobre o setor bancário descontaram pontos de Dow Jones  e S&P 500.

O índice Nasdaq, por outro lado, conseguiu se segurar no azul, com trégua na ponta longa dos Treasuries, às vésperas do Simpósio de Jackson Hole.

O Dow Jones encerrou o pregão em baixa de 0,51%, a 34.288,83 pontos; o S&P 500 perdeu 0,28%, a 4.387,55 pontos; e o Nasdaq avançou 0,06%, a 13.505,87 pontos.

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Os mercados acionários da Europa fecharam em alta, com Londres encerrando o dia no território positivo pela primeira vez desde o dia 10 de agosto. O índice foi favorecido pelos setores de mineração e pelo desempenho da empresa Ubisoft, após acordo com a Microsoft.

Em Londres, o FTSE 100, subiu 0,18% aos 7.270,76 pontos, enquanto o índice DAX, em Frankfurt, fechou em alta de 0,66%, a 15.705,62 pontos. O CAC 40, em Paris, avançou 0,59%, a 7.240,88 pontos, e o FTSE MIB, em Milão, fechou em alta de 0,64%, a 28.164,99 pontos. Já em Madri, o índice Ibex 35 avançou 0,57%, a 9.315,60 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 subiu 0,23%, a 6.015,32 pontos. As cotações são preliminares.

Arcabouço fiscal

Existe a expectativa de votação do texto do arcabouço fiscal na Câmara até quarta-feira (23). O sentimento positivo em relação a um acordo para aprovação do marco fiscal também ajudou a melhorar o humor do mercado.

Na noite de segunda-feira (21), foi realizada uma reunião do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, com líderes partidários, técnicos do governo e da Câmara para alinhar pontos finais do projeto do arcabouço fiscal.

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“Aprofundamos algumas questões, basicamente no que se refere à despesa condicionada”, disse o relator da proposta na Câmara, Cláudio Cajado (PP-BA), mencionando um dos temas que tem causado maior tensão entre governo e Câmara.

Uma emenda aprovada no Senado garante provisão de R$ 30 bilhões para o governo autorizar despesas condicionadas já no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2024. Segundo Cajado, o governo não abre mão desse ponto do texto, mas a manutenção da emenda ainda não está garantida.