Mercado

Ibovespa fecha em queda e cai abaixo dos 130 mil pontos; dólar encosta nos R$ 5

Na semana, contudo, o índice avançou 0,54% após seis dias consecutivos de alta

Bolsa de valores. Foto: Divulgação B3.
Bolsa: investidores também monitoram Haddad e Tebet, que participam de evento. Foto: Divulgação B3.

A bolsa de valores fechou em queda de 0,63% aos 129.418,73 pontos nesta sexta-feira (23/02). É a primeira baixa depois de seis dias consecutivos de alta. A queda foi generalizada entre ações da bolsa, com maior peso nas ações da Petrobras (PETR3;PETR4) e da B3, esta última após a divulgação do balanço do quarto trimestre. Na semana, contudo, o índice avançou 0,54%.

Por outro lado, o dólar voltou a subir contra o real e se aproximou da cotação de R$ 5. A moeda norte-americana terminou o dia valendo R$ 4,9930.

Ibovespa

Das poucas ações do Ibovespa, as maiores altas ficaram concentradas nos setores de construção, varejo e commodities.

A alta de maior peso foi a da Vale (VALE3). As ações da mineradora subiram 0,31% no Ibovespa, como um sinal de que o mercado recebeu bem os resultados do quarto trimestre e consolidados de 2023.

De acordo com Alexsandro Nishimura, economista-chefe da Nomos, a mineradora “apresentou resultados acima do esperado” para os últimos três meses de 2023. “Apesar de ter se distanciado da máxima do dia, a ação refletiu o resultado acima do esperado com o rali do minério de ferro”, afirma.

A ação da Weg (WEGE3) também vem operando com vento favorável após os resultados do quarto trimestre. Segundo a Ativa Investimentos, o papel subiu 1,47% “por impacto” das demonstrações financeiras.

Por outro lado, as varejistas registraram queda em peso no Ibovespa. O efeito do balanço pesou para as ações do Pão de Açúcar (PCAR3) terminarem com baixa de 4,27%.

As ações da B3 sofreram pressão negativa também após a divulgação do balanço. Nishimura cita que a companhia “mostrou lucro líquido abaixo das expectativas, além de volumes reduzidos, pressão sobre a receita e despesas acima do esperado”.

As ações da Petrobras firmaram queda no fechamento, seguindo a queda do preço do petróleo no exterior. A ON caiu 0,32%, enquanto a PN cedeu 0,52%.

Dólar

Contrário ao Ibovespa, o dólar abriu o dia em queda, mas terminou o pregão com avanços frente ao real brasileiro. A moeda norte-americana subiu 0,81%, a R$ 4,9930, perto da máxima do dia.

O dólar ganhou força frente à moeda brasileira, segundo Luiz Bazzo, CEO do Transferbank, por preocupações com a economia da China. “Além disso, a queda no petróleo na sessão de hoje enfraquece ativos de países emergentes”, completa.

O economista também aponta que temores dos investidores quanto à política monetária nos Estados Unidos vem pressionando o real.

Por outro lado, no exterior, o dólar não avançou outras moedas de economias desenvolvidas. O índice DXY, que mede a força da moeda americana contra uma cesta de pares importantes, ficou estável.

Maiores ações

Entre as ações mais valorizadas foi a da farmaêutica Biomm (BIOM3). O papel decolou 25,88% em dia de queda do Ibovespa. Em seguida, a ação preferencial da Teka (TEKA4) saltou 24,24%.

Confira abaixo as cinco maiores ações da bolsa, considerando ativos de todos os índices. A lista inclui apenas papéis cujo volume total de transações foi igual ou maior que R$ 1 milhão.

  1. Biomm ON (BIOM3): +25,88%
  2. Teka PN (TEKA4): +24,24%
  3. Gafisa ON (GFSA3): +5,73%
  4. Sequoia Logística ON (SEQL3): +4,65%
  5. Guararapes ON (GUAR3): +4,14%

Ações em baixa

A ação em queda foi da Irani (RANI3). O papel caiu 12,04% após a empresa divulgar seus resultados do quarto trimestre de 2023. A Irani informou um lucro líquido de R$ 7 milhões no período, uma queda de 91% frente a igual período de 2022.

Veja as cinco ações em baixa na bolsa. A lista contempla o mesmo critério do ranking de ações em alta.

  1. Irani ON (RANI3): -12,04%
  2. Casas Bahia (BHIA3): -6,93%
  3. Positivo ON (POSI3): -6,88%
  4. Vittia ON (VITT3): -5,26%
  5. Pão de Açúcar ON (PCAR3): -5,03%

Bolsas de Nova York

As bolsas de Nova York encerram o dia sem direção única. O S&P 500 e o Dow Jones subiram e cravaram novos patamares históricos. Mas as ações do setor de tecnologia recuaram e penalizaram o Nasdaq, em um ajuste após a euforia da sessão de ontem, gerada pelos resultados robustos da Nvidia no quarto trimestre e projeções mais fortes do que o esperado.

O Nasdaq cedeu 0,28%, aos 15.996,82 pontos. Enquanto isso, o Dow Jones terminou em alta de 0,16%, aos 39.131,86 pontos, após máxima de 39.282,28 pontos. O S&P 500 teve variação de 0,03%, aos 5.088,80 pontos, depois de ter superado os 5.100 pontos e atingido 5.111,06 pontos. O Dow Jones e o S&P 500 voltaram a marcar recorde histórico de fechamento.

No ganho acumulado na semana, o Nasdaq subiu 1,40%, o Dow Jones, 1,30% e o S&P 500, 1,66%.

Bolsas da Europa

Por outro lado, as bolsas europeias fecharam de forma positiva com o índice amplo Stoxx 600 em novo recorde histórico, em uma continuidade dos ganhos da quinta-feira (22), na esteira do clima relativamente otimista após os lucros estelares da Nvidia.

Em Londres, o FTSE 100 fechou em alta de 0,28%, aos 7.706,28 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX subiu 0,28%, aos 17.419,33 pontos, enquanto o CAC-40, de Paris, ganhou 0,70%, e foi a 7.966,68 pontos.

Por fim, em Milão, o FTSE MIB subiu 1,07%, a 32.700,92 pontos, enquanto em Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,69%, a 6.242,11 pontos. Já em Madri, o IBEX 35 caiu 0,08%, a 10.130,60 pontos. As cotações são preliminares.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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