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Ibovespa mantém 127 mil pontos, mas cai com peso de Vale e Petrobras; dólar perde força

Queda foi de 0,18%, mas a bolsa reverteu parte das perdas ao manter os 127 mil pontos

Olhando bolsa de valores
Olhando bolsa de valores

A bolsa de valores fechou em queda de 0,18%, aos 127.318,39 pontos nesta quarta-feira (03/04), mas conseguiu reverter parte das perdas no dia após atingir mínimas. O índice foi puxado pela desvalorização das ações de Vale (VALE3) e em Petrobras (PETR4), principais blue chips da bolsa.

Em contrapartida, o dólar terminou o dia em desvalorização contra o real brasileiro. No pregão, a moeda norte-americano chegou a R$ 5,09, mas perdeu força com indicadores da economia americana, além de falas de Jerome Powell, presidente do Fed, reforçando cortes de juros em 2024. Assim, a moeda norte-americana terminou cotada a R$ 5,0405.

Ibovespa

O Ibovespa teve queda em suas principais ações: Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4). A mineradora sofreu uma desvalorização de 1,71% no papel, enquanto a petroleira estatal perdeu 0,44% no valor do papel PN e 0,66% no ON (PETR3).

Na visão de Rodrigo Moliterno, o mercado assumiu um manto de cautela desde o início, “com a luz ligada para a aversão a risco”. Investidores brasileiros aguardaram a fala de dois banqueiros centrais: Roberto Campos Neto, presidente do BC, e Jerome Powell, presidente do Federal Reserve.

“Depois dos pronunciamentos de ambos, os mercados chegaram a dar uma recuperada, mas ainda em ambiente incerto”, avalia Moliterno. Setores elétrico e bancário se recuperaram no Ibovespa, enquanto consumo e varejo pesaram contra o índice, completa o analista.

Entre destaques negativos, as ações do Grupo Soma (SOMA3) caíram 6,85%. Logo atrás, o papel da Arezzo cedeu 6,18%. As duas estão envolvidas em uma fusão que deve criar a maior varejista de moda da América Latina, com o CEO da Arezzo, Alexandre Birman, como presidente da nova companhia.

Na ponta azul do índice, a PetroReconcavo (RECV3) se recuperou do tombo de 8,81% sofrido ontem e subiu 4,60% nesta quarta-feira. As ações da 3R Petroleum (RRRP3) registraram alta de 3,78%, continuando a tendência positiva após o anúncio de uma possível fusão com a Enauta (ENAT3).

Dólar

O dólar terminou o dia cotado a R$ 5,0405, com desvalorização de 0,35%. A moeda norte-americana chegou a subir no pregão, mas perdeu força durante o dia.

Para o economista Danilo Igliori, da Nomad, dados da economia dos EUA vieram em linha com estimativas do mercado.

De acordo com Igliori, o discurso de Powell fez com que os investidores tivessem um cenário mais claro de corte de juros em 2024. “Ele fez um discurso hoje que foi até mais vago, falou mais ou menos que se cenário não mudar muito”, diz.

No cenário externo, o dólar também perdeu força contra os principais pares internacionais, como o iene e o euro. O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas importantes, recuou 0,54%, a 104,249 pontos.

Maiores ações

Considerando todas as ações de índices do Ibovespa, o maior desempenho ficou com a ação do Traders Club (TRAD3). O papel, que passou recentemente ao status de penny stock, ou seja, vale menos de R$ 1, decolou 19,74% na Bovespa.

Confira as cinco principais altas da bolsa de valores. A lista contém as cinco ações com maior valorização no pregão e que movimentaram um volume de transações de mais de R$ 1 milhão.

  • TC ON (TRAD3): +19,74%
  • Springs ON (SPGS3): +10,00%
  • Dimed ON (PNVL3): +6,04%
  • PetroReconcavo ON (RECV3): +4,60%
  • Log-In ON (LOGN3): +4,41%

Menores ações

Por outro lado, o menor desempenho do dia ficou com a ação preferencial da Recrusul. Na verdade, a empresa fez uma ‘dobradinha’ e ficou com a primeira e segunda posição no ranking de piores papéis.

Veja a seguir as cinco menores ações da bolsa de valores. A lista segue os mesmos critérios do ranking de maiores ações.

  • Recrusul (RCSL3): -14,36%
  • Meliuz ON (CASH3): -11,26%
  • Recrusul (RCSL4): -10,00%
  • Agrogalaxy ON (AGXY3): -9,60%
  • Guararapes ON (GUAR3): -7,79%

Bolsas de Nova York

As bolsas de Nova York fecharam sem direção única depois que dado mais fraco de serviços nos Estados Unidos alimentou esperança pelo ciclo de relaxamento monetário no País. O indicador mitigou a pressão causada por leitura de emprego forte, no dia em que o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, reforçou a mensagem cautelosa sobre os próximos planos.

O índice Dow Jones encerrou a sessão em baixa de 0,11%, aos 39.127,14 pontos; o S&P 500 avançou 0,11%, aos 5.211,49 pontos; e o Nasdaq ganhou 0,23%, aos 16.277,46 pontos.

Bolsas da Europa

As bolsas europeias fecharam em alta com Frankfurt de volta ao caminho de ganhos mais firmes, após dados de inflação da zona do euro abaixo do esperado fortalecerem as chances de o Banco Central Europeu (BCE) ter confiança para reduzir os juros nos próximos meses. As ações do setor bancário se destacaram entre as principais altas nos mercados da região.

Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,03%, aos 7.937,44. No continente, o DAX de Frankfurt subiu 0,50%, aos 18.373,89 pontos, com o mercado alemão resgatando o bom momento que levou o índice referencial alemão à marca inédita de 18.504,51 pontos no fechamento da quinta-feira, dia 28 de março, último dia de negócios antes do feriado de Páscoa.

Enquanto isso, em Paris, o CAC-40 ganhou 0,29%, 8.153,23 pontos e em Milão, o FTSE MIB encerrou o pregão em alta de 0,45%, aos 34.480,87 pontos. Por fim, na bolsa de Madrid, o Ibex 35 subiu 0,52%, chegando a 11.032,30 pontos.

A Bolsa de Lisboa destoou do desempenho positivo das demais praças da região e o PSI 20 caiu 0,05%, aos 6.304,03 pontos.

*Com informações de Estadão Conteúdo e Dow Jones Newswires

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