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Ibovespa tem leve alta, mas cai 0,02% na semana; dólar fecha a R$ 4,73

Principal índice da B3 se equilibrou entre o avanço das ações da Petrobras e dos bancos e a queda das commodities metálicas

Ibovespa
O Ibovespa é o principal índice de ações da B3, a Bolsa de Valores do Brasil

Ibovespa  encerrou a sessão desta sexta-feira (28) em leve alta, em dia de grande volatilidade . O principal índice da B3  se equilibrou entre o avanço dos papéis da Petrobras e dos bancos e a queda das ações associadas às commodities metálicas, após a divulgação de resultados corporativos de empresas do setor.

Os investidores repercutiram os balanços, além de indicadores econômicos no exterior. O destaque foi para o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) nos EUA, que veio próximo do esperado.

O Ibovespa subiu 0,16%, aos 120.187 pontos. Na semana, o índice caiu 0,02%.

Os papéis ligados às commodities metálicas fecharam em queda, enquanto as ações dos bancos e da Petrobras apresentaram altas nesta sexta-feira.

Vale (VALE3) caiu 3,96%. A empresa reportou lucro líquido de US$ 892 milhões (R$ 4,57 bilhões) no segundo trimestre, queda de 78% na comparação com o mesmo período do ano passado.

As ações da Petrobras subiram 1,69% (PETR3) e 1,26% (PETR4). No setor financeiro, Itaú PN subiu 1,49% e Bradesco PN, 1,10%.

Melhores e piores ações da Bovespa nesta sexta-feira (28)

A lista de melhores e piores ações contempla todas as ações da B3 com movimentação de mais de R$ 1 milhão no dia e foi atualizada às 17h30 podendo haver alterações.

Confira a lista das melhores e piores ações desta quinta-feira:

Melhores

  • Azevedo E Travassos S.A PN (AZEV4): +11,05%
  • Banco Pine PN (PINE4): +9,25%
  • CSU Digital ON (CSUD3): +8,66%
  • Méliuz (CASH3): +7,76%
  • Plano&Plano ON (PLPL3)

Piores

  • Intelbras (INTB3): -9,92% (pós-resultado)
  • Brisanet (BRIT3): -7,57%
  • Usiminas ON (USIM3): -6,25% (pós-resultado)
  • Sequoia (SEQL3): -5,77%
  • Usiminas PN (USIM5): -5,34%

Dólar

O dólar fechou em queda nesta sexta. O câmbio acompanhou o movimento visto no exterior, onde a moeda americana se desvalorizou ante divisas fortes e contra pares do real.

O desempenho ocorreu após o dólar ter recuperado parte das perdas no pregão anterior e depois da divulgação de dados de inflação nos EUA. O índice de preços de gastos com consumo nos EUA (PCE) subiu 0,2% em junho, segundo dados divulgados pelo Departamento do Comércio. Em 12 meses, o PCE subiu 3%, uma desaceleração ante os 3,8% registrados em maio.

O dólar caiu 0,58%, negociado a R$ 4,7312, após atingir a mínima de R$ 4,6960. Na semana, a divisa cedeu 1,03%.

Bolsas de Nova York

As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta sessão, com empresas de tecnologia em destaque na esteira de resultados trimestrais. Dados que mostraram desinflação e melhora no sentimento do consumidor nos EUA também impulsionaram o apetite por risco, à medida que aumentou as apostas por uma pausa na alta de juros do Federal Reserve  (Fed) na próxima reunião.

O índice Dow Jones  fechou com ganho de 0,50%, a 35.459,29 pontos; o S&P 500 subiu 0,99%, a 4.582,23 pontos; e o Nasdaq avançou 1,90% a 14.316,66 pontos. Em relação à sexta-feira passada, 21, as altas foram de 0,66%, 1,01% e 2,02%, respectivamente.

O Nasdaq chegou a subir mais de 2% durante a tarde, enquanto as big techs ganhavam fôlego. A ação da Intel avançou 6,6%, depois de publicar balanço com lucro e receita melhores que o esperado, puxando alta do índice Dow Jones. O movimento apoiou outras fabricantes de chips, como Nvidia (1,85%), Applied Materials (3,96%) e Qualcomm (2,88%).

Outras empresas de tecnologia que já haviam reportado seus resultados do trimestre nos últimos dias também registraram ganho expressivo em Nova York: Meta avançou 4,42%, a Alphabet subiu 2,46% e Microsoft, 2,31%.

Bolsas da Europa fecham sem sinal único

As bolsas europeias fecharam sem direção única nesta sexta, com os ganhos de Frankfurt em destaque, depois de encerrar a semana em alta de mais de 1,50%, diante do avanço nesta sessão impulsionado pela desaceleração inflacionária na Alemanha. Na contramão, Milão ficou no vermelho hoje, mas somou crescimento de mais de 2% na semana, na esteira de resultados trimestrais positivos de empresas como Intesa Sanpaolo e Stellantis.

Em Londres, o FTSE 100 fechou próximo da estabilidade, em alta de 0,02%, a 7.694,27 pontos, enquanto o CAC 50, em Paris, teve alta de 0,39%, a 7.476,47 pontos, e o FTSE MIB, de Milão, recuou levemente, em 0,15%, a 29.500,20 pontos. Já em Madri, o índice IBEX 35 ficou próximo da estabilidade, a 9.691,90 pontos e o índice DAX, em Frankfurt, subiu 0,44%, a 16.469,75 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 recuou 0,43%, a 6.161,99 pontos. As cotações são preliminares.

Os negócios na Europa sofreram os reflexos da decisão de política monetária do Japão, anunciada nesta madrugada de sexta.

O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) manteve a taxa de curto prazo para depósitos em -0,1%, mas anunciou que permitiria maior flexibilidade para o rendimento do bônus do governo japonês (JGB) de 10 anos. Segundo o banco holandês Rabobank, “as ações não pareceram aceitar bem o elemento impulsionado pelo BoJ do movimento de alta nas taxas”.

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