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Mercado: arcabouço fiscal fica na mira dos investidores na semana

Presidente Lula participa da Cúpula dos BRICs e Roberto Campos Neto e Fernando Haddad dão palestras. Entre os indicadores, destaque para o IPCA-15 de agosto

Fachada da B3 com pessoas andando em frente. Foto: Divulgação B3
Bolsa de valores: Copom irá divulgar sua decisão no início da noite. Foto: Divulgação B3

Por Redação B3 Bora Investir

A votação do arcabouço fiscal na Câmara é esperada para esta semana, que traz como destaque de indicadores o IPCA-15 de agosto, na sexta-feira.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou nesta segunda-feira, em Johannesburgo, na África do Sul, para participar da 15ª Cúpula dos BRICS. Ficam no radar ainda palestras do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em evento do Santander.

Lá fora, as atenções ficam nos integrantes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) no Simpósio Econômico Jackson Hole, no final da semana, em especial nos discursos na sexta-feira do presidente do Fed, Jerome Powell, e da presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde.

No exterior

Na Europa, investidores avaliam o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha, que recuou 6,0% em julho, na comparação anual, sinal positivo para a inflação na maior economia do continente.

O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) cortou a taxa de juros de referência de empréstimos para 1 ano, de 3,55% a 3,45%, porém manteve a para 5 anos, em 4,20%. Investidores seguem preocupados com o risco contágio da desaceleração do setor imobiliário no país, reacendendo um debate sobre se um “momento Lehman” poderia ocorrer na segunda maior economia do mundo.

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Os mercados devem ficar ainda em compasso de espera pelo simpósio em Jackson Hole, com investidores esperando mais pistas sobres os rumos da política monetária dos EUA.

Na visão de ex-autoridades do Fed e observadores próximos, o discurso fornecerá a Powell uma plataforma para esclarecer suas opiniões sobre a futura política monetária, sem revelar os movimentos exatos que ele espera que o banco central faça nos próximos meses. Isso dará a ele uma chance de mergulhar mais profundamente no que as autoridades do Fed considerarão ao deliberar se devem parar de aumentar as taxas de juros e, posteriormente, quando cortá-las.

No Brasil

O apetite a risco nas bolsas internacionais e alta do petróleo devem ajudar o Ibovespa nesta segunda-feira de agenda esvaziada. Já a alta do dólar ante maioria das moedas emergentes e de países exportadores de commodities pode também se refletir em pressão para o real.

No foco está a possibilidade de votação na Câmara do arcabouço fiscal. Integrantes da equipe econômica, no entanto, se mostram preocupados com o fato de nem Lula nem o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, estarem no Brasil em uma semana de votação tão importante.

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E a preocupação com o cenário fiscal dominou a última reunião do dia do Banco Central com economistas na sexta-feira. A opinião majoritária, disse o analista, é de piora na margem. “A maioria falou da dificuldade do governo em gerar novas receitas”, afirmou.

Os cenários apresentados na reunião para o resultado primário de 2024 preveem, em geral, um déficit entre 0,5% e 1,0% do Produto Interno Bruto (PIB). A meta estabelecida pelo projeto do novo arcabouço fiscal para o período é de zeragem do déficit, com uma banda de tolerância de 0,25 ponto porcentual para cima ou para baixo.

*Com informações da Agência Estado

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