Mercado

Fed ainda vê risco inflacionário nos EUA e sugere que aperto monetário deve continuar

Ata revelou que Comitê quer observar mais indicadores que mostrem a inflação em direção à meta. Autoridades não esperam mais uma leve recessão para a economia americana.

Jerome Powell, presidente do Fed, discursa em púlpito em frente à bandeira dos Estado Unidos
O presidente do Fed, Jerome Powell, anuncia alta de juros nos Estados Unidos. Foto: Divulgação

A ata da reunião de julho do Federal Reserve (Fed) divulgada nesta quarta-feira, 16/08, mostrou que os membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) dos Estados Unidos seguem preocupados com a possibilidade da inflação não diminuir, o que “pode exigir mais aperto da política monetária”.

Segundo o documento, apesar das expectativas de longo prazo estarem em níveis consistentes com a meta de inflação em 2%, as pressões desinflacionárias ainda não se tornaram aparentes nos preços dos serviços básicos.

Os dirigentes do Fed também afirmaram que esperam um “pequeno aumento na taxa de desemprego” nos próximos dois anos.

“Embora a atividade econômica tenha sido resiliente e o mercado de trabalho tenha permanecido forte, continuaram a existir riscos negativos para a atividade econômica e riscos positivos para a taxa de desemprego”, informou a ata.

Na sua última reunião em julho, o Banco Central dos Estados Unidos, elevou em 0,25 ponto percentual a taxa básica de juros, para o intervalo de 5,25% a 5,5% ao ano. Esse é o maior patamar em 22 anos.

Os últimos dados de inflação, divulgados no início do mês, mostraram que os preços vieram dentro do esperado pelos analistas. Tanto o índice cheio, quanto o núcleo, tiveram os menores ganhos consecutivos em mais de dois anos.

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Economia americana

A ata trouxe otimismo sobre as perspectivas para a economia dos Estados Unidos. Segundo o documento, o Federal Reserve não julga mais que economia vá entrar em uma leve recessão no final deste ano.

“Desde o surgimento do estresse no setor bancário em meados de março, os indicadores de gastos e atividade real ficaram mais fortes do que o previsto. Como resultado, a equipe não mais julgou que a economia entraria em uma leve recessão no final do ano”, conclui a ata.

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