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Inflação nos EUA vem dentro do esperado; o que isso significa para os juros do país?

Menor aumento consecutivo da inflação em dois anos renova esperanças de que juros não sobem mais em 2023 e que a economia americana vai escapar de uma recessão

Dólar. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O dólar, a moeda dos EUA, é a mais valiosa do mundo. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

Os dados da inflação dos Estados Unidos, que vieram dentro do esperado pelos analistas, animaram o mercado financeiro nesta quinta-feira, 10/08.

O índice de preços ao consumidor americano (CPI, na sigla em inglês) registrou alta de 0,2% em julho, mesma elevação registrada pelo núcleo do indicador. O núcleo da inflação exclui itens voláteis, como alimentos e energia, e aponta uma tendência para os preços.  

Na comparação com o ano passado, o aumento do índice principal foi de 3,2%, ligeiramente mais fraco que a previsão de 3,3%. Com base no núcleo, os preços subiram 4,7%, também em linha com as previsões.

Esses resultados marcam os menores ganhos consecutivos do índice de inflação americano em mais de dois anos. Essa alta mais modesta reforça as esperanças de juros estacionados no intervalo entre 5,25% e 5,5% até o fim de 2023.

A taxa de juros dos Estados Unidos, que está no maior patamar em 22 anos, contribuiu para acalmar as pressões nos preços, mas não conseguiu levar o país a uma recessão, como previam muitos economistas.

Por que os mercados estão animados?

Diante dos dados de inflação moderados nos Estados Unidos, as bolsas em todo o mundo operam com ganhos hoje.

O bom humor toma conta porque, diante da iminência de uma estabilidade nas taxas de juros americanos, o fluxo de investimentos para a renda variável aumenta.

Inflação, deflação e desinflação: entenda as diferenças

Isso acontece porque juros mais altos nos Estados Unidos elevam a rentabilidade dos títulos públicos do país, considerados os mais seguros do mundo. Isso atrai os investidores, que retiram o seu dinheiro de ativos de risco.

Se as taxas caem ou permanecem inalteradas, a rentabilidade dos chamados Treasuries fica menos atrativa, enquanto os investidores ficam mais propensos a tomar riscos.

Na manhã de hoje, os rendimentos dos Treasuries estavam em baixa, assim como a curva de juros futuros do Brasil.

Outros fatores que impactam os juros futuros no Brasil

O fator Roberto Campos Neto também impacta na queda dos juros futuros do Brasil. É que o presidente do Banco Central brasileiro participa de uma sessão no Senado para explicar o seu voto por baixar os juros em 0,5 p.p, em 13,25%.

Segundo ele, a decisão não influi em nada na inflação de curto prazo. Campos Neto afirmou também que o “Banco Central fez um bom trabalho no pouso suave”.

Ainda em relação aos preços, o presidente do BC disse que a inflação deverá ter uma curva de alta no índice em 12 meses. Mas, à medida que a questão fiscal for se sedimentando, as expectativas da inflação tendem a melhorar.

“Na parte da oferta já está abaixo da média. Na demanda, estamos melhorando, mas ainda acima da linha média”, pontuou.

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