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Mercado hoje: IPCA e balança comercial nos EUA são destaques da agenda

No exterior, investidores vão acompanhar os dados da balança comercial dos Estados Unidos em abril e a decisão sobre juros do Canadá

Fachada da B3 com pessoas andando em frente. Foto: Divulgação B3
Bolsa de valores: Copom irá divulgar sua decisão no início da noite. Foto: Divulgação B3

Por Redação B3 Bora Investir

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de maio é o destaque da enxuta agenda desta quarta-feira, 7/6, véspera do feriado de Corpus Christi que fechará os mercados no País amanhã.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deve retomar o julgamento sobre o marco temporal, que limita a demarcação de terras dos povos originários.

No exterior, além de indicadores chineses e europeus já divulgados, os investidores vão acompanhar os dados da balança comercial dos Estados Unidos em abril e a decisão de juros do Banco Central do Canadá.

No exterior

As exportações da China sofreram queda anual de 7,5% em maio, contrariando projeção de alta de analistas consultados pela FactSet. Em nota a clientes, a Oxford Economics prevê que as exportações da China seguirão contidas, uma vez que os EUA deverão entrar em recessão no segundo semestre do ano e “pressões de desestocagem” continuam aumentando.

Contudo as perdas são estreitas diante das revisões de perspectivas pela OCDE, que elevou sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) global em 2023 de 2,6% para 2,7%, e manteve a estimativa de avanço de 2,9% em 2024.

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A organização projeta também que a taxa de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deve ser elevada em 25 pontos-base nos próximos meses e, após esse aumento, deve permanecer no pico até o segundo semestre de 2024, quando começam a ser reduzidos.

A produção industrial da Alemanha subiu 0,3% da produção industrial em abril ante março, abaixo do esperado por analistas (0,5%). Para o ING, o dado junta-se à tendência das exportações e vendas no varejo, que também se recuperaram marginalmente, mas não trouxeram alívio.

No Brasil

A decepção com a balança comercial chinesa, que teve também redução de 4,5% nas importações em maio, ante baixa de 2,5% projetada no levantamento da FactSet, pode pesar no Ibovespa, sobretudo em ações de empresas exportadoras de produtos básicos para o segundo maior parceiro comercial brasileiro.

Porém, se o IPCA de maio confirmar a desaceleração esperada pelos economistas, os mercados podem ganhar ainda mais confiança em um corte da taxa Selic em agosto, renovando o ânimo local.

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Ontem, a perspectiva de flexibilização monetária mais próxima ganhou musculatura, após a deflação de 2,33% do IGP-DI mensal na margem, a maior queda desde abril de 1947. O dado fez os juros futuros caírem e o Ibovespa subir aos 114.610,10 pontos, maior pontuação final desde 8 de novembro. Já o dólar à vista cedeu aos R$ 4,9122.

A expectativa dos investidores é que a redução no preço da gasolina e a desaceleração da inflação de alimentos devem puxar o alívio do IPCA em maio a 0,33% (mediana), ante 0,61% em abril. Para a XP Investimentos, o Banco Central deve iniciar um ciclo gradual de corte da Selic em agosto e levar a taxa, hoje em 13,75%, a 12% no fim de 2023 e a 11% no fim de 2024.

Reforma tributária

Na B3, os investidores devem avaliar ainda as implicações da recomendação do grupo de trabalho da reforma tributária na Câmara para adoção de regimes fiscais específicos. Eles se estendem a ao menos cinco setores: operações com bens imóveis (empresas de construção civil e cadeia do setor imobiliário), serviços financeiros (bancos, corretoras, mercado de títulos, bolsa), seguros, cooperativas e combustíveis e lubrificantes.

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O secretário extraordinário do Ministério da Fazenda para a reforma tributária, Bernard Appy, destacou que o relatório do GT fez concessões para viabilidade política. Não é a proposta do Executivo, mas sim apoiada pelo atual governo.

O relatório do GT apresentou diretrizes para a mudança nos impostos que incidem sobre bens e serviços, pavimentou o caminho para a votação da proposta ainda no primeiro semestre, mas adiou definições sobre temas sensíveis como as novas alíquotas e o aporte de recursos da União no fundo bilionário que compensará Estados e municípios pelo fim da guerra fiscal no País.

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