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Mercado hoje: PMI nos EUA e discurso de dirigentes do Fed são destaques

Clima desfavorável dos mercados internacionais tende a se espalhar pelos ativos domésticos, que podem dar continuidade a ajustes

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A divulgação do PMI dos Estados Unidos e falas de três dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) ficam no centro das atenções dos investidores.

A divulgação do indicador e os discursos acontecem em meio ao crescimento de estimativas de recessão em algumas partes do globo.

No Brasil, o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, concede entrevista.

No exterior

A fraqueza da atividade mundial retratada em PMIs divulgados na Europa e no Japão, em um momento de inflação ainda persistente, deixam investidores parcimoniosos. Isso porque o arrefecimento tende a reforçar políticas monetárias mais apertadas por um tempo.

Na Alemanha, a maior economia europeia, o PMI composto recuou a 50,8 em junho, atingindo o menor nível em quatro meses. Na zona do euro, o PMI composto cedeu a 50,3, ficando aquém do esperado pelo mercado (52,5). O PMI do Reino Unido (52,8) também decepcionou.

Em depoimento no Congresso nesta semana, o presidente do Fed, Jerome Powell, reforçou que a instituição pretende retomar aumentos de juros antes do fim do ano.

Ontem, o Banco da Inglaterra (BoE) elevou seu juro básico em 50 pontos-base, surpreendendo vários analistas que previam um ajuste mais moderado, de 25 pontos-base. BCs da Suíça, Noruega e Turquia também anunciaram altas de juros, diante de pressões inflacionárias.

No Brasil

O clima desfavorável dos mercados internacionais tende a se espalhar pelos ativos domésticos, que podem dar continuidade aos ajustes de ontem após o comunicado menos dovish do Copom, na quarta-feira. A maioria do mercado espera início do corte da Selic em setembro, mas sem descartar agosto.

Ao ser questionado sobre o assunto, o economista Gabriel Galípolo, indicado para a diretoria de Política Monetária do Banco Central (BC), se esquivou ao tecer comentários sobre o tema. À BandNews, afirmou que sua escolha para o BC simboliza o desejo de tentar construir uma ponte e permitir harmonia.

A expectativa de queda do câmbio, dos juros futuros e do Ibovespa ainda é reforçada na agenda esvaziada no Brasil. Com isso, o Índice Bovespa pode interromper uma série de oito altas semanais seguidas, enquanto o dólar pode reforçar a queda da semana passada.

*Com informações da Agência Estado

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