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Mercados financeiros hoje: decisão de juros na Inglaterra e repercussão do Fed são destaques

No Brasil, ações da Petrobras ficam no radar após estatal confirmar que haverá reunião para discutir preços dos combustíveis

Bolsa. Foto: Pixabay
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Por Redação B3 Bora Investir

Fevereiro começa com a decisão de política monetária do Banco da Inglaterra (BoE) e os balanços das gigantes Amazon, Apple e Meta, após resultados de grandes bancos na Europa. A quinta-feira é também de índices de gerentes de compras (PMI) do setor industrial da Europa, China, Estados Unidos e Brasil. O presidente Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participam da posse de Ricardo Lewandowski como ministro da Justiça.

Exterior ainda repercute Fed

Os mercados internacionais ainda ecoam o desfecho da reunião do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e reagem também a indicadores e balanços da Europa nesta quinta-feira. Há expectativa também com a decisão do BC inglês. A maioria das bolsas europeias opera em queda.

Mais cedo foi revelado que o PMI industrial da zona do euro subiu a 46,6 em janeiro, levemente acima do esperado, mas ainda abaixo de 50, o que indica contração da atividade. O PMI industrial da Alemanha avançou a 45,5 em janeiro e superou as estimativas, mas também está no nível de contração. O PMI industrial do Reino Unido subiu a 47, acima do previsto, mas ainda abaixo de 50.

Entre os balanços, o Deutsche Bank lucrou menos que o esperado no quarto trimestre; o BNP Paribas frustrou em lucro e receita; o ING teve lucro abaixo do esperado; e a Shell, por outro lado, superou as expectativas, com ganho maior no trimestre passado.

Ainda na Europa, a taxa anual de preços ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) da zona do euro desacelerou a 2,8%, ante 2,9% em dezembro, acima da expectativa de analistas, de 2,7%. No mercado futuro em NY, as bolsas operam no azul, sinalizando recuperação após as perdas de ontem, quando o Fed indicou que não deve cortar os juros em março, adiando o esperado relaxamento na política monetária dos EUA.

No Brasil, Petrobras fica no radar antes de reunião sobre preços

A alta de 0,12% do EWZ, principal fundo de índice (ETF, na sigla em inglês) brasileiro negociado em NY, no pré-mercado, às 7h20, indica que a sessão pode ser de ganhos moderados na Bolsa, em meio ao sinal positivo dos futuros de NY e avanço do petróleo.

O mercado repercute aqui o comunicado do Copom, que cortou a Selic em 50 pontos-base, conforme esperado, e não sinalizou mudança no ritmo de afrouxamento, o que pode ter efeito limitado nos juros futuros.

As ações da Petrobras ficam no radar após a estatal confirmar que haverá reunião para discutir preços dos combustíveis. Os Adrs da Petrobrás subiam 0,30% no pré-mercado em NY há pouco, enquanto os da Vale tinham alta de 0,37%, apesar de o minério de ferro ter fechado em queda de 0,36% em Dalian, na China.

*Agência Estado

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