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Mercados financeiros hoje: dia é de ajuste após Copom e Fed

Na agenda loca, investidores aguardam resultado da arrecadação federal em fevereiro

Bolsa de valores
Bolsa de valores

Os mercados globais aguardam as decisões de juros do Banco da Inglaterra (BoE), México e Turquia nas próximas horas. Os índices dos gerentes de compras (PMIs) de países europeus, dos Estados Unidos e declarações do vice-presidente de Supervisão do Fed, Michael Barr, movimentam também os negócios. No Brasil, há grande expectativa pelo resultado da arrecadação federal em fevereiro, antes da divulgação do boletim fiscal do primeiro bimestre prevista para amanhã. De acordo com fontes da equipe econômica, a tendência é de um bloqueio no orçamento de até R$ 3 bilhões, por boa performance das receitas e revisão de gastos do INSS. Os novos parâmetros macroeconômicos da Secretaria de Política Econômica (SPE) também serão publicados, além de alguns balanços, como o da Sabesp. E o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, reúne-se com representantes da Moody´s Investors Service e da Secretaria do Tesouro Nacional, para abertura da Missão de Avaliação de Risco Soberano do País.

Exterior aguarda novas decisões de política monetária e reage a Fed

Os índices futuros das bolsas em Nova York sobem mais e os juros dos Treasuries voltam a cair, indicando mais um dia positivo para Wall Street, após o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) reafirmar projeção de que cortará juros três vezes este ano, num ciclo total de 0,75 ponto-base, elevando as apostas de que a redução inicial pode vir em junho. Depois de reagir em baixa ao Fed considerado ‘dovish’, o dólar ganha força com a queda do euro, e as bolsas diminuem ganhos na região, reagindo aos PMIs da Alemanha, que mostraram uma acentuada baixa na atividade industrial, enquanto o PMI composto da zona do euro subiu de 49,2 em fevereiro para 49,9 em março, atingindo o maior nível em nove meses.

O banco central da Suíça, conhecido como SNB, reduziu sua principal taxa de juros em 25 pontos-base, de 1,75% a 1,5%, tornando-se o primeiro BC de uma economia desenvolvida a relaxar a política monetária. Na China, as bolsas recuaram apesar de novos sinais de que o PBoC – o BC chinês – planeja flexibilizar sua política monetária em meio a desconfianças no mercado sobre o cumprimento da meta de crescimento de cerca de 5% este ano.

Investidores locais ajustam posições após Copom mais duro

A influência externa é positiva nesta manhã, mas os mercados locais devem se ajustar também à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de alterar o forward guidance da política monetária e também a outros pontos considerados “hawkish” do comunicado, como a menção à inflação subjacente acima da meta nas divulgações mais recentes. Nos juros futuros, a ponta curta tende a subir entre 10 e 15 pontos-base, apurou o Broadcast, mas o recuo persistente da curva de Treasuries pode amenizar, ecoando os sinais do Federal Reserve. Além da leitura de que a Selic poderá cair menos do que se esperava favorecer o diferencial de juros em relação às taxas externas, o real poderá se beneficiar da alta de 2,72% do minério de ferro na China em meio à fraqueza externa do dólar após PMIs europeus mistos.

Na Bolsa, o principal fundo de índice (ETF) brasileiro negociado em Nova York, o EWZ, subia 0,37% às 7h15, sugerido ganho moderado para o mercado à vista a exemplo de Nova York. O noticiário envolvendo a Petrobras e a Braskem segue no foco também e pode afetar o rali das ações da petroquímica, que subiram nas últimas oito sessões em meio a rumores sobre venda do ativo e sobretudo ontem após a sinalização do Fed. O ex-ministro Guido Mantega foi convidado para ocupar uma cadeira no conselho de administração da Braskem nas vagas que pertencem à Petrobras, segundo a CNN com fontes no Palácio do Planalto. A Coluna do Estadão apurou que o governo quer saber de onde surgiram os novos rumores de que o presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, seria demitido.

*Agência Estado

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