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Mercados financeiros hoje: dia é de cautela com feriado nos EUA e atenção à reoneração da folha

Nesta semana, investidores aguardam também o PIB da China

Investimento bolsa de valores
Investimento bolsa de valores

Por Redação B3 Bora Investir

A semana começa com os mercados financeiros americanos fechados pelo feriado do Dia de Martin Luther King, o que desloca as atenções para o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebe o presidente do Paraguai, Santiago Peña, para discutir um novo acordo sobre a divisão da energia produzida pela Usina de Itaipu, enquanto o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, devem se reunir para tratar sobre a Medida Provisória (MP) da reoneração da folha de pagamentos.

Nos dias seguintes saem os dados de volume de serviços, varejo e IBC-Br. Entre indicadores internacionais, os holofotes estarão sobre o PIB do 4º trimestre da China, vendas no varejo e produção industrial em dezembro na China, EUA, Livro Bege do Federal Reserve e nas leituras de inflação ao consumidor (CPI) de países europeus. O Banco Central Europeu (BCE) divulgará a ata da decisão monetária de dezembro e a Opep o seu relatório mensal. Os bancos americanos Goldman Sachs, Morgan Stanley e a multinacional Alcoa divulgam balanços.

Dia de pouca liquidez no exterior

O feriado nos EUA reduz a liquidez nos mercados nesta segunda-feira e as bolsas europeias operam em baixa, enquanto o dólar sobe ante as divisas principais após dados de atividade europeus e diante da queda do petróleo. O PIB da Alemanha encolheu 0,3% em 2023 e, com ajustes, teve queda de 0,1% no ano passado. A produção industrial da zona do euro caiu mais do que o previsto em novembro, na comparação anual.

Os contratos futuros de petróleo recuam, após os rebeldes houthis dispararem um míssil contra um navio militar americano no Mar Vermelho neste domingo. O ataque foi a primeira retaliação do grupo rebelde xiita aliado do Irã desde que os Estados Unidos e o Reino Unido bombardearam instalações do grupo no Iêmen, na sexta-feira.

Na Ásia, as bolsas chinesas fecharam sem direção única, após o Banco do Povo (PBoC) chinês contrariar as expectativas de corte e deixar inalteradas as taxas de juros de sua linha de crédito de médio prazo. Para o banco ANZ, a manutenção da taxa de médio prazo “significa que a chance de um corte (da taxa de compulsório bancário) em fevereiro é maior agora”. Em Taiwan, o índice Taiex avançou 0,19%, após a eleição como presidente, no fim de semana, de Lai Ching-te, que prometeu defender a independência de fato da ilha em relação à China.

O ministro das relações exteriores da China, Wang Yi, disse neste domingo que Taiwan “nunca foi e certamente nunca será um país”, relatou a AFP. Os Estados Unidos disseram que pediram a dois ex-funcionários que fossem a Taiwan esta semana para reuniões pós-eleitorais com líderes políticos, uma medida que provavelmente desagradará à China.

No Brasil, foco se volta à reoneração da folha

As quedas das bolsas europeias e do petróleo devem pesar no Ibovespa e ações da Petrobras em meio à liquidez enxuta com o feriado nos EUA e as expectativas pela reunião entre Haddad e Pacheco sobre a MP da reoneração da folha de pagamentos.

Haddad retorna das férias hoje e Pacheco vem sendo pressionado por lideranças a devolver para o governo a MP, após a decisão do Congresso no final do ano passado de prorrogar a desoneração da folha até 2027, mas que foi vetado pelo presidente Lula. O ministro da Fazenda tenta evitar a devolução da MP e não é descartada a possibilidade de a matéria ser retirada pelo governo, que voltaria a tratar do tema por meio de um projeto de lei, segundo o Broadcast Político.

No radar ficam também o relatório Focus e o boletim Prisma Fiscal, com as projeções dos analistas de mercado sobre os indicadores fiscais do setor público, como resultado primário. Em dezembro, o Prisma trouxe uma previsão de déficit primário de R$ 90 bilhões em 2024, enquanto o governo promete entregar um déficit zero neste ano.

O dólar pode acompanhar a valorização externa ante divisas rivais e emergentes ligadas a commodities diante da queda do petróleo e com uma realização de lucros, que pode afetar a curva de juros, após recuo na sexta-feira, quando a divisa americana cedeu aos R$ 4,8575, anotando queda de 0,36% na sessão e 0,30% na semana passada na esteira das apostas em início de corte de juros nos EUA em março após a queda do PPI americano em dezembro.

*Agência Estado

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