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Mercados financeiros hoje: semana começa com cautela antes da ata do Copom

Semana também tem fala de Powell e dados de inflação nos EUA

Empresária olhando bolsa de valores
Empresária olhando bolsa de valores

A semana da Páscoa e última do mês de março é mais curta pelo feriado de Sexta-feira Santa, quando os mercados financeiros ficam fechados no Brasil, EUA e Europa, mas acontecem os principais eventos econômicos no exterior: um discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, e a divulgação da inflação PCE de fevereiro nos EUA. Nesta segunda, são aguardadas falas de dirigentes do Fed Raphael Bostic, de Atlanta, e da diretora Lisa Cook e, nos próximos dias, publicações do Produto Interno Bruto (PIB) americano e do Reino Unido, índice de confiança do consumidor da zona do euro e vendas no varejo na Alemanha. No Brasil, a agenda traz a ata do Copom de março, IPCA-15, Relatório de Inflação do 1º trimestre, além da Pnad Contínua e a divulgação dos últimos balanços do quarto trimestre de 2023, com destaque para Marfrig, JBS, Azul e IRB. O presidente da França, Emmanuel Macron, desembarca nesta semana no Brasil para visita de Estado.

Exterior

Cautela moderada predomina lá fora nesta segunda-feira, com alta de juros de Treasuries e queda dos índices futuros de ações em Nova York em meio a expectativas por discursos de dirigentes do Fed e dados americanos, após as máximas históricas das bolsas em Wall Street nas últimas sessões com a sinalização de que o Federal Reserve continua planejando cortar seus juros três vezes este ano. No entanto, o presidente do Federal Reserve (Fed) de Atlanta, Raphael Bostic, afirmou na sexta-feira que mudou sua expectativa de cortes de juros em 2024, de duas reduções de 25 pontos-base (pb) cada para apenas um único corte de 25 pb, além de adiar sua projeção para o início da flexibilização. O dirigente citou preocupações com a inflação persistente e dados econômicos mais fortes que o previsto, segundo a Reuters.

Na Europa, os índices acionários recuam, enquanto o euro e a libra sobem ante o dólar em dia de agenda mais fraca, depois de autoridades do Banco Central Europeu (BCE) se esforçarem para consolidar a visão de que um corte de juros inicial poderá vir em junho, se a inflação da zona do euro estiver se movendo para a meta oficial de 2% de forma sustentável. O petróleo opera em alta moderada diante dos conflitos no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia, depois de acumularem perdas por três sessões consecutivas. Na Ásia, as bolsas chinesas recuaram antes de indicadores locais sobre lucro industrial e atividade econômica (PMIs), a ser divulgados nos próximos dias.

No Brasil

Os mercados vão se ajustar ao tom externo negativo e a liquidez pode ser enxuta antes das divulgações da ata do Copom, IPCA-15 e boletim Focus, amanhã. Após a redução de 0,50 ponto da taxa Selic, para 10,75%, na semana passada, os economistas do mercado financeiro esperam na ata do encontro mais informações sobre a razão do colegiado para mudar o forward guidance.

Nos juros, a valorização dos rendimentos dos Treasuries traz pressão de alta à curva local e ao dólar, embora a queda da moeda americana frente a divisas rivais e ligeiras altas do petróleo e do minério de ferro possam beneficiar o real. O mercado de cambial pode ficar volátil também em semana de definição da taxa Ptax do fim de março, na quinta-feira. Na Bolsa, os ganhos leves de commodities podem amenizar o humor. O minério de ferro subiu 0,3% em Dalian, na China e o petróleo avançava cerca de 0,80%.

O principal fundo de índice (ETF) brasileiro negociado em Nova York, o EWZ, ganhava 0,22% às 7h10 no pré-mercado em Nova York. Notícias sobre a Petrobras, Vale e balanços que saem após o fechamento dos negócios ficam no radar também. No Congresso, a Câmara adiou para esta semana a votação do projeto de lei que muda a lei de falência de empresas. O projeto, enviado pelo governo com urgência constitucional, já está trancando a pauta e deve ser o primeiro item da sessão deliberativa, que deve ocorrer nesta terça (26). O texto produzido no Ministério da Fazenda é uma das medidas da chamada ‘reforma microeconômica’ e propõe ampliar a participação dos credores nos processos de falência.

*Agência Estado

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