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Opções sobre política monetária internacional passam a ser negociadas e liquidadas em reais

Alteração busca simplificar a negociação das opções referenciadas em decisões de bancos centrais internacionais

A B3, a bolsa do Brasil, passa a negociar em reais as Opções de Política Monetária Internacional, derivativos que permitem negociar expectativas sobre decisões de juros de bancos centrais como o Federal Reserve (Fed), dos Estados Unidos, o Banco Central Europeu (BCE) e o Banco Central do México (Banxico).

A mudança, que entrou em vigor nesta semana, elimina a exposição cambial do produto e faz com que os investidores passem a negociar exclusivamente o cenário de política monetária, sem que o resultado da operação seja influenciado pela variação das moedas estrangeiras.

Na prática, prêmio, exercício e valor de referência dos contratos passam a ser denominados exclusivamente em reais, aproximando o funcionamento do produto ao modelo já utilizado nas Opções de Copom da B3. Antes da alteração, quem negociava esses contratos também ficava exposto à variação da moeda estrangeira utilizada como referência pelo banco central escolhido. Assim, além de expressar uma expectativa sobre a decisão de juros, o investidor também assumia o risco de oscilações cambiais até a data do exercício da opção. Agora, essa exposição deixa de existir, já que os contratos passam a refletir exclusivamente a expectativa do mercado para a decisão de política monetária.

“Nosso objetivo foi tornar o produto mais simples e permitir que o investidor negocie apenas sua expectativa sobre a decisão de política monetária. A exposição cambial deixa de fazer parte da operação, enquanto a gestão desse risco permanece com os participantes que já possuem instrumentos adequados para administrá-lo”, afirma Marcos Skistymas, diretor de produtos listados da B3.


Lançadas em dezembro de 2025, as Opções de Política Monetária Internacional foram desenvolvidas para que investidores possam negociar expectativas sobre decisões de juros de importantes bancos centrais internacionais, utilizando uma lógica semelhante à das Opções de Copom.

Enquanto participantes especializados, como os formadores de mercado, conseguem administrar naturalmente esse risco por meio de estratégias de hedge, muitos investidores institucionais apontaram que a variação cambial adicionava uma camada de complexidade que não fazia parte da estratégia de investimento. Com a mudança, todos os contratos passam a ser liquidados em reais. Assim, independentemente do banco central utilizado como referência, o investidor passa a ficar exposto apenas ao evento de política monetária.

“A mudança nasceu da experiência prática dos clientes com o produto. O objetivo foi remover uma barreira identificada após o lançamento e tornar a negociação mais simples, mantendo o foco na expectativa para a decisão de juros de cada banco central”, diz Skistymas.

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