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Serviços crescem 1,1% em fevereiro, após forte tombo no início do ano

Setor que mais emprega no país conseguiu avançar puxado por transportes. Já os serviços prestados às famílias voltou cair e segue abaixo do patamar pré-pandemia

trabalhadores limpeza edifícios. Foto: Pixabay
O setor de serviços é o que possui o maior peso na economia brasileira. Foto: Pixabay

Por Redação B3 Bora Investir

O volume de serviços prestados no país cresceu 1,1% em fevereiro, após despencar 3% em janeiro, conforme divulgou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 27/04. O resultado veio maior que o esperado pelo mercado.

Em dezembro do ano passado, o setor atingiu o ponto mais alta do sua série histórica. No ano, os serviços acumulam alta de 5,7%. O desempenho de fevereiro, leva o setor a um patamar 11,5% superior ao pré-pandemia, em fevereiro de 2020.

Esta é a segunda divulgação da nova série da pesquisa, que passou por atualizações para retratar mudanças econômicas na sociedade. A nova amostra contempla 11.124 empresas e incluem novos ramos como delivery, aplicativos de transporte e streaming.

VOLUME DE SERVIÇOS PRESTADOS NO BRASIL (MÊS A MÊS)

Gráfico representando o volume de serviços prestados no Brasil
Fonte: IBGE

O gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, explica que em fevereiro houve uma recuperação de parte da perda verificada no mês anterior. No entanto foi possível observar uma redução do ritmo de crescimento em outras formas de comparação, como no resultado frente a igual mês do ano anterior e em 12 meses.

“O que a gente mostra em fevereiro, obviamente, é aumento de volume na série ajustada, com disseminação de taxas positivas. Para outros tipos de comparação, tem taxas positivas, mas com redução do ritmo de crescimento. Temos menor ritmo, mas é cedo para falar em momento de inflexão”, afirmou.

O especialista do IBGE disse ainda que os serviços de tecnologia da informação e o setor de transportes seguem ditando o ritmo do setor no país. “Os segmentos mais dinâmicos seguem apresentando bom desempenho, enquanto aqueles mais afetados pela pandemia, principalmente as atividades presenciais, já superaram o longo distanciamento que tinham do período pré-pandemia”.

Para o economista da XP, Rodolfo Margato, apesar do setor ter surpreendido positivamente – o que sustenta projeções de crescimento para a economia brasileira no 1º trimestre – os serviços devem entrar em uma processo de desaceleração.

“Continuamos a antecipar desaceleração para a maioria dos segmentos de serviços nos próximos meses, em linha com a dissipação do impulso ‘pós-Covid’, a estabilização do mercado de trabalho e a piora da indústria. A receita real do setor de serviços deve aumentar cerca de 2,5% este ano”.

Atividades

Três das cinco atividades pesquisadas pelo IBGE tiveram alta na passagem entre janeiro e fevereiro. A principal contribuição veio do setor de transportes que cresceu 2,3%, após tombar 4,4% no mês anterior. O transporte de passageiros avançou 2,6%, após recuar 3,4% em janeiro. O volume de transporte de cargas cresceu 2%, e recuperou uma parcela significativa da perda de 2,3% observada no mês anterior.

“O transporte rodoviário de cargas, que é o principal modal por onde se deslocam as mercadorias nas estradas brasileiras, segue sendo beneficiado pela demanda crescente vinda do agronegócio, do comércio eletrônico e, em menor escala, do setor industrial, notadamente dos bens de capital e dos bens intermediários, que operam acima do nível pré-pandemia”, explica Rodrigo Lobo.

Resultados positivos também nos serviços de informação e comunicação (1,6%), que acumulam alta de 2,4% no ano; e em outros serviços (0,7%), que voltaram a crescer após despencarem 8,6% em janeiro.

O destaque negativo ficou com os serviços prestados às famílias que voltaram a cair em fevereiro, menos 0,7%, o que eliminou parte do ganho de 3,5% registrado nos últimos dois meses. O grupo, que é um indicador importante para a economia do país, ainda se encontra 4,2% abaixo do patamar pré-pandemia. É o único dentre os cinco acompanhados pelo IBGE que segue no nível de fevereiro de 2020. Os serviços profissionais, administrativos e complementares tiveram retração de 1%.

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