Tomate, gasolina, ônibus: veja os vilões da inflação no começo de 2026
Transportes (0,60%) foi o grupo responsável pelo maior impacto no IPCA de janeiro
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A inflação oficial do país ficou em 0,33% em janeiro, repetindo a mesma variação registrada em dezembro, com a maior pressão vindo do aumento do preço da gasolina, que possui o maior peso na composição do Índice de Preços ao Consumidor-Amplo (IPCA).
Dentre os nove grupos, Transportes (0,60%) foi o responsável pelo maior impacto no índice de janeiro (0,12 ponto percentual), com a alta de 2,14% nos combustíveis, em especial na gasolina (2,06%). Os demais combustíveis também subiram: etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%).
A alta nos combustíveis é explicada principalmente pelo reajuste no ICMS na virada do ano, impactando o preço final para o consumidor.
Ainda em Transportes, a passagem ônibus urbano variou 5,14% em janeiro, especialmente por conta de reajustes tarifários em diversas capitais como São Paulo (9,18%) e Rio de Janeiro (5,32%).

Preço do tomate disparou 20,52%
Os preços dos alimentos e bebidas desacelerou na passagem de dezembro (0,27%) para janeiro (0,23%). Mas entre os itens que ficaram mais caros, o preço do tomate disparou 20,52%. Destaque também para a alta nas carnes (0,84%), principalmente o contrafilé (1,86%) e a alcatra (1,61%). Entre as quedas, ficaram mais baratos o leite longa vida (-5,59%) e o ovo de galinha (-4,48%).
Já o grupo Habitação apresentou queda de 0,11% em janeiro, por conta da redução de 2,73% na energia elétrica residencial, maior impacto negativo no resultado do mês. Em dezembro estava em vigor a bandeira tarifária amarela, com a cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 Kwh consumidos. Já em janeiro, a bandeira vigente era a verde, sem custo adicional para os consumidores.
Expectativas para a inflação em 2026
O último boletim Focus, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA este ano agora é de 3,97%, contra 3,99% na semana anterior. Para 2027, a conta segue em 3,80%.
*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro, parceiro de B3 Bora Investir