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Gestoras veem cenário positivo para bolsa no Brasil

Cenário global, aliado ao desempenho da economia brasileira, pode beneficiar ativos de risco

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Movimento conjunto de crescimento da economia Chinesa, aliado a uma desaceleração da economia dos EUA faz com que mercados emergentes sejam buscados. Foto: Adobe Stock

Por João Paulo dos Santos

Gestoras de fundos de investimentos acreditam que há um cenário no horizonte que pode beneficiar os ativos de risco no Brasil, como a bolsa. Isso é resultado, argumentam, de um movimento conjunto de crescimento da economia chinesa e desaceleração da economia dos EUA, visto como positivo para mercados emergentes. Outro ponto que pesa a favor dessa análise é a perspectiva de que as taxas de juros nos Estados Unidos chegaram a um pico.

Em painel no Macro Day, evento do BTG Pactual, Sara Delfim, sócia-fundadora da Dahlia Capital, afirmou que a perspectiva mais positiva para o Brasil já sustentou a bolsa nos últimos dias. 

“A combinação dos EUA desacelerando com a China acelerando é muito rara e isso é bom para mercados emergentes, como o Brasil. O ciclo econômico no Brasil também está sendo mais otimista que a média, com as baixas de juros, de inflação e as reformas caminhando. Obviamente existem riscos, mas o mercado ficou mais animado com essa sintonia”, diz ela.

Rodrigo Azevedo, sócio da Ibiuna Investimentos, admite um olhar mais cauteloso. Ele destaca que mesmo com o Federal Reserve, banco central dos EUA, mantendo a taxa de juros no patamar mais alto da história, a economia norte-americana demorou a responder e mostrar sinais de desaceleração.

“Isso gerou uma expectativa alta de até onde o Fed vai para obter essa resposta. O problema é que esse movimento gera uma volatilidade muito grande na curva de juros dos Treasuries norte-americanonos, que afetam o mundo inteiro”.

Bruno Serra, gestor da Itaú Asset Management, reforça o tom moderado em relação à ação do Fed. Segundo ele, os dados que moldam a política monetária nos EUA, principalmente do setor de moradia, não estão correspondendo bem como gostariam os dirigentes do Fed.

“Vemos uma dificuldade muito grande do Fed flexibilizar a política monetária. Acho que ainda vamos discutir bastante sobre essa questão”, aponta ele.

Porém, Azevedo acredita que finalmente se começa a ver sinais de que a economia americana está desacelerando. Isso, para ele, indica o final do ciclo de altas de juros pelo Fed. “Isso gera uma corrida por ativos de maior risco. E, se chegou mesmo [o pico de juros nos EUA], a perspectiva para os próximos 6 a 12 meses é ótima para bolsas”.

Cenário local 

No cenário local, os convidados do painel deram foco à discussão sobre a política fiscal e a capacidade do governo cumprir a meta traçada.

Júlio Filho, sócio do BTG Pactual Asset Management, apontou que o debate fiscal que se tem no Brasil é importante, principalmente o mais recente sobre a meta. Mas ele vê outro ponto essencial no momento.

“A aprovação das medidas de arrecadação é o mais importante. Sem essa arrecadação, tudo que se propôs no Arcabouço Fiscal não vai dar certo”, afirmou ele.

Rodrigo Azevedo, porém, tem uma visão mais cautelosa em relação ao Brasil. Ele cita que a estratégia escolhida pelo governo para o ajuste fiscal, de buscar o aumento da receita, como motivo dessa preocupação. 

“O ajuste bem sucedido geralmente é feito pelo lado do gasto, por isso acho que essa estratégia é muito difícil de funcionar, e isso gera muitas incertezas”.

No cenário micro, Serra lembra que nenhum ativo de risco performou bem nos últimos anos, seja no Brasil ou em outro lugar no mundo. “Não foi o Ibovespa ou outros ativos específicos que foram mal, foram os ativos de risco globais que não foram bem nos últimos 3 anos”.

Commodities 

Ainda sobre o cenário de mercado, a sócia-fundadora da Dahlia Capital aponta perspectivas positivas para o preço das commodities exportadas pelo Brasil para os próximos anos. Principalmente se aliadas ao cenário da China crescendo e demandando mais, e de uma economia dos EUA mais morna, que tende e deixar o dólar mais fraco. 

“Estima-se um crescimento de 80% da produção de petróleo no Brasil nos próximos 6 anos, assim como uma evolução do agronegócio. Isso gera uma perspectiva boa para o País nos próximos anos, principalmente em questões de commodities”, destaca Delfim.

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