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Vai começar a investir? Veja como escolher uma boa corretora de valores

A melhor opção depende de seu perfil como investidor e dos benefícios que cada uma oferece

Analista financeiro trabalhando em seu computador analisando gráficos. Foto: Adobe Stock
Para ter acesso às opções de investimento, os investidores precisam contar com uma corretora de valores. Foto: Adobe Stock

Nos últimos cinco anos, o número de investidores do Brasil explodiu: cresceu cinco vezes, saltando de 836 mil, em 2018, para os atuais 4,5 milhões, de acordo com dados da B3.

O aumento do interesse por investimentos foi impulsionado por alguns fatores, como, por exemplo, um ciclo de cortes na Selic, a taxa básica de juros da economia, que fez os brasileiros buscarem opções que oferecem retornos maiores do que os da tradicional caderneta de poupança.

Para ter acesso a essas opções de investimento, os investidores precisam contar com uma corretora de valores. Dentro do Sistema Financeiro Nacional, ela é responsável por intermediar a compra e a venda de títulos mobiliários.

O que são corretoras de valores?

As corretoras são uma espécie de “supermercado” do mercado financeiro, pois oferecem uma série de produtos – como fundos de investimentos, ações e outros tipos de ativos – aos investidores.

De olho nessa demanda, o número de corretoras também aumentou. A competição é boa para os clientes, que podem agora pesquisar a empresa que melhor atende suas necessidades.

Encontrar a corretora certa pode fazer diferença não apenas pelas características dos portfólios de ativos à disposição, mas também por causa das tarifas cobradas para cada tipo de investimento.

Confira a seguir algumas dicas que ajudarão você decidir pela melhor opção, de acordo com o seu perfil.

Critérios para escolher uma corretora

Para escolher uma boa corretora, você precisará, antes de tudo, verificar se a instituição é certificada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) – que tem a função de regular e fiscalizar os investimentos feitos no país, protegendo os interesses dos investidores e garantindo a transparência das transações.

No site da CVM, é possível pesquisar o nome das corretoras para se certificar de que elas estão cadastradas e autorizadas a atuar na área. É válido ainda verificar os selos de qualificação da instituição, como por exemplo:

  • selo de instituição financeira habilitada no Tesouro Direto;
  • selo Certifica B3 (leia mais ao fim do texto), além dos certificados de segurança da informação.

Quando uma corretora mantém todos esses selos, significa que ela é credenciada a operar esses ativos.

Fique atento às taxas cobradas por uma corretora.

  1. Taxa de Corretagem, cobrada sobre as operações de compra e venda dos ativos na B3. Costuma ser reduzida para investidores que fazem muitas operações ao longo de um mês;
  2. Taxa de Custódia, cobrada para custear o armazenamento dos títulos ou ações do investidor. Geralmente tem um valor fixo ou é calculada sobre o valor dos papéis guardados;
  3. Taxas de manutenção, de resgate ou de performance. Podem existir em alguns casos e o cliente deve checar, mas, com o aumento da concorrência no setor, diversas corretoras abriram mão desse ganho em diversos serviços.

Depois de verificar a regularidade da corretora e as taxas, é importante entender que tipo de assessoria ela oferece para os investidores. Não basta que uma corretora tenha muitos produtos disponíveis se não houver um apoio de um especialista para ajudar você a entender as vantagens e os riscos de cada investimento.

Se você for iniciante, fará toda diferença operar em uma plataforma de aplicação com uma interface amigável, receber recomendações dos melhores títulos conforme o seu planejamento financeiro.

Também é importante ter acesso a ferramentas como simuladores de rentabilidade ou comparadores de investimentos. Por isso, é essencial verificar se serviços como esses estão disponíveis na hora de escolher.

O perfil do investidor deve sempre ser levado em consideração. Pessoas que buscam aplicar no Tesouro Direto, por exemplo, não devem se preocupar tanto com as taxas de corretagem. Mas, para o investidor interessado em operar apenas com ações, faz todo sentido pesquisar os menores preços para esse tipo de operação.

Por fim, leve em conta o atendimento da empresa. Um contato rápido e eficiente com o cliente é essencial para sanar as dúvidas, principalmente se você é iniciante e necessita de uma maior atenção nesses primeiros meses.

Esperamos que essas informações possam ajudar você a escolher a melhor corretora. Lembre-se também de que é possível fazer aplicações financeiras usando mais de uma corretora, aproveitando as melhores condições de acordo com o tipo de ativo escolhido. E também é possível transferir a custódia de uma corretora para outra, caso você esteja insatisfeito.

B3 CERTIFICA

Dentre os diversos selos de seguranças que uma corretora pode ter, um dos mais importantes é o Certifica. Ele indica que aquela instituição registra a operação sempre no nome do investidor, independentemente do valor do papel. Por lei, as corretoras de valores só são obrigadas a fazer esse registro se o montante do investimento superar R$ 1 milhão. Mas quem trabalha com esse selo oferece a segurança, não importa a quantia negociada.

O B3 Certifica assegura o registro de Investimentos como Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letra Financeira (LF) privada, Letra de Câmbio (LC), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), Letra de Crédito Imobiliário (LCI), Recibo de Depósito Bancário (RDB), entre outros. Vale lembrar que títulos de Tesouro Direto, assim como ações, também são registrados na B3 e podem ser acompanhados na Área Logada do Investidor.

Outro selo fundamental para uma corretora é aquele que a habilita a fazer transações no Tesouro Direto. Basicamente, qualquer pessoa que possua CPF e uma conta bancária, corrente ou poupança, pode investir no Tesouro Direto.

Para além dos selos, a B3 desenvolveu o Programa de Qualificação Operacional (PQO), que consiste uma série de requisitos baseados nas regras do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e das próprias normas de autorregulação da B3 para as corretoras poderem comprar e vender ações na bolsa brasileira. São eles:

  • Suitability – Em português significa verificar a adequação do produto ao cliente. É isso que as corretoras fazem quando pedem para os clientes preencherem um questionário sobre seu perfil de investidor. Um de seus principais objetivos é capturar informações sobre qual nível de risco a pessoa está disposta a assumir ao investir seu capital.
  • Supervisão de operações e ofertas – Monitoramento de operações, registros, ofertas e processos de liquidação física e financeira dos negócios realizados nos ambientes de negociação dos mercados de Bolsa e de Balcão Organizado da B3 para identificar qualquer movimento fora do comportamento padrão.
  • Prevenção a lavagem de dinheiro – A B3 desenvolveu um documento para ser seguido pelas corretoras a fim de colaborar com as autoridades públicas constituídas para a prevenção à lavagem de dinheiro e ocultação de bens, direitos e valores, ao financiamento do terrorismo e ao financiamento da proliferação de armas de destruição em massa.
  • Segurança da informação – Estrutura normativa de segurança da informação, composta por políticas, normas e procedimentos que preservam a confidencialidade, a disponibilidade e a integridade dos dados que compõem os sistemas e processos dedicados à administração dos índices. Esse trabalho é regulado pela Política de Segurança da Informação da B3.

Para saber ainda mais sobre investimentos e educação financeira, não deixe de visitar o Hub de Educação da B3.

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