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Brasileiro termina 2025 com mais dívidas do que 2024; veja maiores tipos

Além do endividamento, taxa de inadimplência cresceu para 29,4% em dezembro do ano passado

Com ISTOÉ Dinheiro

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As famílias brasileiras encerraram 2025 mais endividadas do que em 2024. Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostra que 78,9% das famílias terminaram o ano passado com algum tipo de dívida.

Esse resultado representa um crescimento de 2,3 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2024. Em dezembro daquele ano, 76,7% das famílias brasileiras possuíam algum tipo de dívida.

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Cartão de crédito (85,1%), carnês (16,2%) e linhas de crédito pessoal (12,1%) são as dívidas mais comuns entre os brasileiros ao final de 2025. Em percentuais um pouco menores, essas também foram as principais dívidas das famílias brasileiras no final de 2024.

A pesquisa da CNC também mostra que a inadimplência também cresceu em 2025. Em dezembro, a taxa de famílias com dívidas em atraso era de 29,4%. O desempenho representa um crescimento de 0,1% em comparação com o resultado de dezembro de 2024.

Tipos de dívidas dos brasileiros

dívidas

“A economia brasileira mostra sinais de consistência, fechando 2025 com inflação, câmbio e emprego melhores do que o esperado, porém, a continuação desses resultados depende diretamente de um ambiente mais favorável à livre-iniciativa, considerando a instabilidade global pela qual passamos”, afirma o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac José Roberto Tadros.

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Segundo a entidade, tanto o endividamento quanto a inadimplência devem manter a tendência de recuo durante o primeiro trimestre de 2026. Para o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, a capacidade do brasileiro de quitar dívidas e fugir dos juros para manter seus consumos está vinculada a uma redução gradual da Selic por parte do Banco Central. “Esperamos que, ainda no primeiro semestre, o BC entenda a necessidade de trabalhar com uma taxa Selic mais razoável do que a que vemos desde a metade de 2025.

*Matéria publicada originalmente em IstoÉ Dinheiro, portal parceiro de B3 Bora Investir

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