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Mulheres aceleraram adoção de pagamentos digitais na pandemia

Adoção foi motivadas pelo isolamento social; estudo aponta segurança como principal preocupação de usuárias

Foto: Pexels
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Embora os pagamentos digitais existam há alguns anos, foi após a pandemia de covid, em 2020, que mais pessoas foram forçadas a adotar novas formas de transações e pagamentos online. No caso da América Latina, as mulheres aderiram às transações digitais mais rápido que os homens, indica um recente estudo da Kaspersky.

Os dados são do estudo “O estado do uso e segurança dos pagamentos digitais na América Latina”, realizado pela empresa de cibersegurança junto com a consultoria Corpa. O levantamento avaliou as interações e atitudes das pessoas em relação aos serviços de pagamento digital com o objetivo de compreender as motivações da sua adoção.

Uma das principais conclusões é que 16% das mulheres brasileiras, em comparação a 15% dos homens, começaram a utilizar serviços online ou carteiras digitais durante a pandemia. Um terço delas (33%) só o fizeram por não ter outra opção durante o período de isolamento social. 

Segurança molda comportamento de mulheres

Entre os motivos para a adoção e uso das novas tecnologias de pagamento, 55% das entrevistadas elencaram segurança e comodidade das transações. O relatório deixa claro também que as preocupações em torno da segurança desses serviços é uma das razões que impedem sua plena adoção. 

Segundo a pesquisa, o medo de perder dinheiro online é mencionado por 43% das mulheres da Guatemala, 36% das peruanas e mexicanas, um terço das costa-riquenhas e colombianas, 28% das panamenhas, 23% das argentinas, 21% das chilenas e 20% das brasileiras.

Quanto aos motivos pelos quais não utilizavam pagamentos digitais antes da pandemia, o mais citado foi o medo de partilhar dados financeiros online (40%). Novamente, as mulheres da Guatemala são as mais preocupadas (53%), seguidas pelas peruanas e colombianas, ambas com 45%. O ranking segue com as mexicanas (43%), panamenhas (41%), costarriquenhas (38%) e brasileiras (35%). Por fim, as argentinas (30%) e chilenas (29%) apresentaram menos ressalvas.

Desconfiança dos serviços

A pesquisa também revela que 20% das mulheres da região não confiam na segurança dos serviços bancários online e das carteiras digitais. “A segurança sempre é um ponto importante quando falamos em meios de pagamento, pois ninguém quer correr o risco de perder o seu dinheiro. Mas a pesquisa trouxe situações que ajudam a entender como as empresas de pagamento digitais podem agilizar a adoção dessa tecnologia pelas mulheres”, destaca Fabio Assolini, diretor da Equipe de Pesquisa e Análise para a América Latina da Kaspersky

Os dados mostram que Brasil e Chile estão mais maduros nesse segmento, e que a adoção durante a pandemia impactou homens e mulheres de maneira similar. Neste contexto, a segurança e comodidade são mais percebidas e a adesão pode se massificar com mais rapidez.

Para usar as carteiras digitais e o Internet Banking de forma segura, a Kaspersky dá as seguintes recomendações:

  • Sempre consulte seu banco: Se é a primeira vez que utiliza plataformas digitais, não hesite em consultar o passo a passo disponível. O uso de canais formais de informação ajuda a obter instruções precisas e orienta a ativação das contas.
  • Verifique se os links são verdadeiros: Quando precisar acessar sua conta, uma loja ou pagar uma conta online, insira o endereço no navegador manualmente em vez de clicar em um link de uma mensagem ou propaganda. Golpes online criam links falsos para enganar as pessoas e roubar seus dados pessoais e financeiros.
  • Use cartões temporários: Muitas empresas emitem um cartão temporário via app no celular para ser usado em compras online. Esses números podem funcionar para apenas uma compra ou podem ser limitados a um serviço online por assinatura – evitando assim que os dados de pagamento sejam reutilizados em outros sites.
  • Use seu computador e sua conexão: Evite usar computadores públicos (em cafés, aeroportos, hotéis) para acessar serviços bancários ou lojas online. Esses dispositivos podem conter diversos programas maliciosos para roubar suas senhas e dados. Quanto à internet, também não se conecte em redes Wi-Fi públicas, pois existe o risco do tráfego ser interceptado pelo administrador da rede ou por cibercriminosos, possibilitando também o roubo das suas contas e informações.

Para saber ainda mais sobre investimentos e educação financeira, não deixe de visitar o Hub de Educação da B3.

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