Organizar as contas

Saúde financeira em 2024: como não exagerar nos gastos e cair no vício em compras

Cuidado com as compras é sempre necessário em meio a necessidades e desejos

Compras online. Foto: istock
Compras online. Foto: istock

Por João Paulo dos Santos

Segundo uma pesquisa realizada pela PROTESTE, os consumidores brasileiros estão mais conscientes na hora de fazer as compras. Entre os destaques, estão a escolha de produtos sustentáveis e lojas online, além da priorização das necessidades básicas como alimentação, educação e saúde.

O estudo também revela que os consumidores estão mais críticos em relação à publicidade e mais atentos ao impacto das suas compras ao meio ambiente e à sociedade.

Contudo, em um país com cerca de 76,6% das famílias em endividamento, de acordo com dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), é preciso ter cuidado com o consumismo.

Para Patrícia Frauches, coordenadora do curso de Administração do UNASP, é importante que os consumidores tenham consciência do seu papel na sociedade e na economia, e que façam escolhas conscientes e responsáveis. 

“O consumo é uma atividade necessária e benéfica, mas deve ser feito com moderação e planejamento. O consumidor deve avaliar o impacto das suas compras não só no seu bolso, mas também no meio ambiente e na qualidade de vida das pessoas. O consumo consciente é uma forma de exercer a cidadania e contribuir para um mundo melhor”, afirma.

Como evitar o vício em compras

De acordo com Frauches, para evitar cair no consumismo, é preciso ter consciência do próprio comportamento e buscar alternativas mais saudáveis e sustentáveis de lidar com as emoções. Pensando nisso, ela deixou algumas dicas como:

  • Organize as suas finanças: Faça um planejamento mensal e registre todas as suas entradas e saídas de dinheiro. Dessa forma, você poderá controlar melhor os seus gastos e evitar dívidas desnecessárias. 
  • Pense antes de comprar:  Não se deixe levar pela emoção ou pela pressão social na hora de adquirir algo. Questione se você realmente precisa daquilo, se tem condições de pagar e se vai usar com frequência. Se possível, espere alguns dias para tomar a decisão e compare preços e qualidade de produtos similares. 
  • Encontre outras formas de satisfação: Em vez de buscar a felicidade nas coisas materiais, invista em atividades que te trazem bem-estar, como hobbies, cursos, viagens, exercícios físicos, meditação, leitura etc. Essas atividades podem te ajudar a diminuir a ansiedade e a aumentar a autoestima e a realização pessoal.
  • Seja crítico em relação à publicidade: A publicidade tem o objetivo de influenciar o nosso comportamento e criar falsas necessidades. Por isso, seja crítico em relação às mensagens que recebe e não se deixe seduzir por ofertas irresistíveis, promoções imperdíveis ou modismos passageiros. Lembre-se de que a felicidade não depende do que você tem, mas do que você é e faz.
  • Busque ajuda profissional: Se você perceber que o seu hábito de comprar está fora de controle e que está prejudicando a sua vida financeira, pessoal ou emocional, busque ajuda de um psicólogo ou de um terapeuta financeiro. Esses profissionais podem te ajudar a identificar e tratar as causas do seu consumismo e a desenvolver novas habilidades e hábitos.

Para saber mais sobre finanças pessoais, acesse os conteúdos gratuitos do HUB de Educação Financeira da B3.

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