Objetivos financeiros

7 dicas para organizar as finanças e trabalhar viajando

A popularização do home office deixou mais acessível o sonho de trabalhar online de qualquer lugar. Veja como se planejar

Nômade digital. Foto: Anastasia Helen/ Unsplash
Nômade digital: estilo de vida requer controle frequente de gastos. Foto: Anastasia Helen/ Unsplash

Por Marília Almeida

A pandemia acelerou a adoção do home office e deixou mais acessível o sonho de trabalhar online de qualquer lugar, seja cidade ou até país.

Mas ser um nômade digital requer cuidados com as finanças. As tentações de encarar o modo de vida como um período de férias permanente não são poucas. Por isso, esse objetivo financeiro requer planejamento e controle frequente dos gastos.

Daniela Mir, planejadora financeira certificada pela Associação Brasileira de Planejamento Financeiro (Planejar), aponta que traçar um roteiro de seis meses a um ano permite economizar e evitar gastos imprevistos.

Veja abaixo sete dicas da especialista e nômades digitais experientes para organizar as finanças e adotar este modo de vida:

  1. Pesquise o custo de vida local

Sites como o Nomadlist permitem ter uma ideia do custo de vida em cada cidade. Mas os preços coletados são uma média que o buscador encontra em outra plataformas, como Airbnb e Tripadvisor. Por isso, é recomendado estender a pesquisa e ter em mente que sempre é possível encontrar hospedagem e alimentação mais barata em cada local.

Existem países conhecidos por oferecerem um custo de vida mais baixo, como Vietnã, Cambodja, Albânia, Romênia, Montenegro, Peru e Turquia.

2 – Verifique regras para entrada e permanência no país

Definir previamente os países para os quais deseja viajar também permite checar suas regras de entrada e permanência de visitantes.

Espanha, Grécia e Portugal oferecem vistos para nômades digitais, enquanto outros pedem um determinado valor para gastar em seu território, o que pode exigir a criação de uma reserva financeira.

3 – Faça um orçamento e acompanhe

Defina seu orçamento mensal já convertido para a moeda local. Separe as despesas essenciais e coloque um teto para gastos com lazer e passeios.

Mir recomenda acompanhar essas despesas semanalmente. Caso contrário, o descontrole financeiro pode exigir mudanças em todo o roteiro planejado.

4 – Inclua despesas com internet e seguro viagem

Não dá para depender da internet local se o objetivo é trabalhar. Portanto, é importante reservar um valor para o pagamento de um bom pacote de internet.

Outro gasto que precisa ser incluído no orçamento é o seguro viagem, que servirá como um plano de saúde durante a estadia em outro país. Existem proteções de curto e longo prazo.

“O seguro viagem cobre despesas médicas e também extravio de bagagem, entre outros itens importantes para o viajante. Ter a proteção já serve como parte de uma reserva de emergência”, diz a planejadora financeira.

5 – Prefira hospedagens de longo prazo

Aluguéis de longo prazo são mais baratos do que hospedagem curtas. Por isso, é recomendável ficar ao menos um mês em cada local.

“Dessa forma, o dinheiro economizado pode ser usado para fazer viagens curtas na região, aos finais de semana”, indica Mir, da Planejar.

6 – Evite viajar na alta temporada

O melhor momento para viajar a um país ou ponto turístico é na metade da primavera, quando o comércio e serviços locais se preparam para a chegada do verão, mas muitos estabelecimentos ainda não reajustaram preços.

Evite datas comemorativas para não gastar demais.

7 – Defina suas prioridades

Nem tudo se reduz a preço. Antes de viajar é necessário ter em mente qual é a estrutura mínima que deseja ter para viver uma rotina de trabalho em cada local. Caso contrário, o sonho pode virar um pesadelo, alerta Mir.

“Se preferir viajar pela Europa, talvez tenha de dividir o banheiro da acomodação. Essa característica pode mudar caso o destino seja um dos países da América Latina”.

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