Tipos de investimentos

COE: o que é, como funciona e principais vantagens

Opção de investimento mescla renda fixa e renda variável e pode conter ativos nacionais ou estrangeiros

Notas de dólar montadas como quebra-cabeça, vantagem do COE é ter diferentes tipos de investimentos em um único título. Foto: Adobe Stock
O mercado fracionário pode ser uma opção para quem não tem dinheiro suficiente para comprar um lote inteiro no mercado à vista. Foto: Adobe Stock

Na busca por diferentes opções de ativos, principalmente visando diversificação e maior rentabilidade, os investidores ganharam uma nova opção de investimento em 2014 que vem se popularizando.

O COE (Certificado de Operações Estruturadas) é mais uma sigla do mercado financeiro e dá nome a um ativo que pode misturar renda fixa e renda variável. Ele pode conter commodities, moedas, papéis e índices nacionais ou estrangeiros.

O COE é a versão brasileira das Notas Estruturadas, muito populares na Europa e nos Estados Unidos. Elas permitem ao investidor proteger uma parte ou a totalidade do investimento contra riscos de perda. Essa proteção varia de pessoa para pessoa, já que no COE é obrigatória a regra de suitability (ou seja, o investimento tem que ser adequado ao perfil do investidor).

Assim, ele é estruturado com base em cenários de ganhos e perdas selecionados de acordo com o perfil de cada pessoa. Conheça os diferentes cenários de ganhos e perdas no site da B3.

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Como funciona

Os Certificados de Operações Estruturadas podem ser divididos em dois tipos:

  • Valor Nominal Protegido: em que o investidor recebe, pelo menos, o valor investido inicialmente sem perdas absolutas (sem considerar a inflação), independentemente de uma possível variação negativa do investimento.

Exemplo: Um investidor investe R$ 100 mil em um COE de Valor Nominal Protegido. O banco responsável pelo ativo aplica R$ 70 mil em uma operação pré-fixada que renderá R$ 30 mil ao final do período, protegendo assim os R$ 100 mil investidos inicialmente.

Com os R$ 30 mil que restaram, o banco compra um ativo que, em sua avaliação, tem perspectiva de valorização. Se a expectativa for confirmada, o cliente receberá R$ 100 mil + os rendimentos da operação. Se não, receberá os R$ 100 mil iniciais.

  • Valor Nominal em Risco: em que o valor inicialmente investido não é garantido, ou seja, o investidor aceita o risco de perder todo ou parte do valor do aporte inicial, mas não corre risco de encerrar o investimento com dívidas.

Exemplo: Se um investidor aplica R$ 100 mil em COE de Valor Nominal em Risco, ele não tem garantia do valor aplicado de volta, e pode chegar a perder todo o valor inicial. Esse tipo de COE é mais parecido com a renda variável, porém quem o escolhe leva em conta a busca por uma maior rentabilidade no final. Assim, o investidor não tem uma previsão do valor final que receberá, como acontece no COE de Valor Nominal Protegido.

Imposto de Renda do COE

Quem investe em COEs precisa pagar Imposto de Renda, e a tributação sobre os rendimentos segue a mesma tabela regressiva aplicada à renda fixa, variando de acordo com o prazo do investimento. Em outras palavras, quanto mais tempo o dinheiro fica investido, menor a alíquota. O imposto de renda será retido na fonte, ou seja, o investidor já recebe o valor líquido e não precisa fazer nenhum cálculo ou recolhimento.

  • De 0 a 180 dias – 22,5% de IR;
  • De 181 a 360 dias – 20% de IR;
  • De 361 a 720 dias – 17,5% de IR;
  • Acima de 721 dias – 15% de IR.

Para saber ainda mais sobre investimentos e educação financeira, não deixe de visitar o Hub de Educação da B3.




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