Índice que mede volatilidade atinge maior patamar desde o tarifaço
Em um ano, Vix teve um crescimento de 44%
Por Victor Rabelo
O S&P/B3 Ibovespa VIX, índice que mede a volatilidade do mercado, fechou em 26,06 pontos nesta terça-feira (3), maior patamar desde 7 de abril de 2025, período do anúncio da política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Desta vez, o que tem feito o mercado mais volátil é a escalada dos conflitos no Oriente Médio e o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passa maior parte do petróleo exportado por países da região.
O Vix foi criado em 2024 no Brasil para medir a volatilidade implícita de curto prazo nos preços de opções do Ibovespa. De acordo com a S&P, um VIX até 15 pontos é considerado baixo. De 15 a 20, o nível de volatilidade esperada é considerado moderado. De 20 a 25, é médio, de 25 e 30 é alto e, acima de 30, é muito alto.

Fonte: S&P Dow Jones Indices
Em um ano, o índice teve um crescimento de 44% e, apenas em 2026, essa alta já é superior aos 42%.
Saiba como investir com o Vix
Desde dezembro do ano passado, a B3, a bolsa de valores do Brasil, conta com contratos futuros e Opções relacionados ao índice S&P/B3 Bovespa VIX.
O contrato futuro é um contrato padronizado listado em bolsa para negociar a compra ou venda de um ativo (como dólar, índice, commodities etc.) em uma data futura predefinida, a um preço acordado no momento da negociação desse contrato.
Já as Opções sobre Índices são contratos de derivativos financeiros que dão ao titular o direito, mas não a obrigação, de comprar ou vender o valor de um determinado índice a um preço previamente estabelecido. Como um índice não é um ativo negociável, no dia do vencimento a liquidação é financeira: calcula-se a diferença entre o preço de exercício e o preço de liquidação do índice, sem necessidade de entrega física de ativos.