Índices

Índices relacionados aos setores de materiais básicos, estatais e financeiro lideram valorização em julho

Os índices B3 servem como referência para ETFs, que buscam replicar o desempenho de uma carteira específica de ativos

Os índices de materiais básicos, de empresas estatais e de instituições do setor financeiro registraram as maiores altas entre os indicadores calculados pela B3 em julho. O Índice de Materiais Básicos B3 (IMAT B3), que reúne companhias de mineração, siderurgia e metalurgia, químicos, madeira e papel, embalagens e materiais diversos, liderou o ranking com alta de 9,37% no mês. O resultado ocorre em meio à valorização de commodities metálicas no mercado internacional.

Na sequência, o Índice Bovespa B3 Estatais (Ibov B3 Estatais), que reúne as companhias estatais listadas na B3, avançou 7,22%. O terceiro melhor desempenho do mês foi o do Índice Financeiro (IFNC B3), com alta de 4,77%, refletindo as variações positivas de de bancos, seguradoras e instituições de previdência.

Na lista dos destaques de julho também aparecem o Índice Futuro de Boi Gordo B3 (IFBOI B3), com valorização de 4,64%; o Índice de Bancos B3 (IB3 BANCOS), com alta de 4,56%; o Índice Bovespa B3 BR+ (Ibovespa B3 BR+) que terminou o mês com aumento de 4,44%; o Índice MidLarge Cap B3 (MLCX B3), que subiu 3,86%; e o Índice Brasil 50 (IBrX 50 B3), com avanço de 3,73%.

Completam o ranking o Índice Bovespa BR+ Cap 5% B3 (IBOV BR+ Cap 5% B3), com ganho de 3,62%, o Índice Carbono Eficiente B3 (ICO2 B3), que fechou o mês com alta de 3,58%, e o Ibovespa B3 (IBOVESPA B3), que encerrou o mês de julho com crescimento de 3,47%.

Referência para ETFs

Os indicadores da B3 servem como referência para ETFs (Exchange Traded Funds), fundos negociados em bolsa que buscam replicar o desempenho de uma carteira específica de ativos. Na prática, ao aplicar em um ETF, o investidor adquire uma cesta diversificada de ativos em uma única aplicação, sem precisar comprar individualmente cada ação ou título que compõe o índice.

O Ibovespa e o IBrX 50, por exemplo, possuem ETFs que reproduzem suas carteiras e estão entre os produtos mais utilizados por investidores que buscam exposição ampla ao mercado acionário brasileiro. Também existem ETFs atrelados a índices setoriais e de renda fixa, ampliando as possibilidades de diversificação com custos geralmente inferiores aos de fundos de gestão ativa.

À medida que novos indicadores ganham relevância e despertam interesse dos investidores, eles podem servir de base para o lançamento de novos produtos, ampliando o acesso a estratégias antes restritas a investidores institucionais.

Confira abaixo o ranking dos índices que mais valorizaram em julho de 2026


Posição no ranking
ÍndiceClassificaçãoJulho de 2026ETFs atrelados
IMAT B3Renda Variável9,37%  
IBOV B3 ESTATAISRenda Variável 7,22%SPUB11
IFNC B3Renda Variável 4,77%FIND11
IFBOI B3Renda Variável 4,64%BBOI11
IB3 BANCOSRenda Variável 4,56%BNKS11
IBOVESPA B3 BR+Renda Variável 4,44%NBOV11,B3BR11,BRAZ11
MLCX B3Renda Variável 3,86% 
IBrX 50 B3Renda Variável  3,73%PIBB11
IBOV BR+ Cap 5% B3Renda Variável 3,62%CAPE11
10ºICO2 B3 Renda Variável 3,58%ECOO11
11ºIBOVESPA B3Renda Variável 3,47%BOVA11, BBOV11, XBOV11, BOVB11, BOVV11, BOVX11, IBOV11, BOVS11

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