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3 vezes em que a cultura pop afetou o mercado neste ano

Pode não parecer, mas a cultura pop pode exercer uma influência importante sobre o mercado de ações

Eles podem parecer desconexos, mas 2023 veio para mostrar que a cultura pop pode afetar a economia - e muito! Foto: Redes sociais Margot Robbie, Beyonce e Taylor swift

Por Redação B3 Bora Investir

O ano de 2023 está sendo peculiar na economia: o Brasil já está vislumbrando um corte na Selic enquanto os países desenvolvidos estão elevando seus juros básicos para conter uma inflação sem precedentes. Ao mesmo tempo, o investimento estrangeiro tem vindo para cá porque a economia chinesa está desacelerando. Quem diria, né?

Mas o que ninguém previa mesmo era o fato de que três personagens femininas estariam entre os maiores destaques do ano econômico. Neste primeiro semestre, a cultura pop invadiu os terminais de operação dos traders e a música e o cinema fizeram preço na economia real. Relembre!

1. Beyoncé eleva a inflação

Ela tem poderes ilimitados mesmo. Depois de escolher a Suécia para realizar sua primeira turnê solo em sete anos, a Beyoncé foi apontada como responsável por impulsionar a inflação no país, que é considerado um dos mais desenvolvidos do mundo.

O grande fluxo de turistas aumentou a demanda por hotéis e restaurantes e manteve os preços elevados em razão da turnê “Renaissance”. A estreia aconteceu em dois shows no mês de maio, que reuniram cerca de 45 mil pessoas cada um. A questão é que muitos dos fãs tiveram que se hospedar longe da capital Estocolmo, onde os shows ocorreram, e essa demanda impulsionou os preços do país.

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Mas a culpa, é claro, não é só da Bey: a economia sueca já vem enfrentando inflação há meses. O pico ocorreu em dezembro de 2022, quando bateu 12,3%. Entre maio do ano passado e o de 2023, a taxa de aumento dos preços acumulada foi de 9,7%, enquanto em abril, o índice era de 10,5%. Os mercados previam uma desaceleração, com a taxa ao redor dos 9,4%.

Segundo o Financial Times, os ingressos em Estocolmo estavam mais baratos, o que causou o fluxo de turistas. Na capital sueca, os preços iam de US$ 60 a 140 (R$ 290 a R$ 670), enquanto o mesmo show em Las Vegas, nos EUA, teve ingressos variando de US$ 91 a US$ 689 (R$ 440 a R$ 3.300).

2. Taylor Swift impulsiona economia

Menos unânime que a Beyoncé, a Taylor Swift também foi responsável por um fenômeno econômico importante de corrente da cultura pop. Segundo o Federal Reserve, o banco central americano, a cantora foi responsável por dar um gás na economia do país com a sua turnê “The Eras Tour”.

De acordo com o Livro Bege do Fed, a cantora impulsionou a recuperação do turismo na Filadélfia, onde seus shows foram realizados em maio. O resultado foi uma forte demanda por hospedagens e uma notável melhoria na receita dos hotéis na cidade desde o início da pandemia.

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A consultoria de crédito americana CreditSights também apontou que os hotéis dos Estados Unidos registraram melhorias significativas nos resultados financeiros quando houve apresentações de Taylor Swift em suas cidades. Além disso, a organização oficial de turismo de Chicago relatou que o primeiro fim de semana de junho quebrou o recorde de ocupação de hotéis da cidade, citando o show de Taylor Swift como um dos motivos para a alta demanda.

3. Barbie fura a bolha da cultura pop e mexe com a bolsa

O marketing ostensivo para a estreia do longa-metragem da Barbie não decepcionou e o filme já obteve mais de US$ 700 milhões (R$ 3,3 bilhões) em bilheteria no mundo inteiro. Não à toa, as ações da Mattel, que tem os direitos autorais da boneca, já tiveram valorização de 19,54% no acumulado deste ano.

A estratégia da marca visa fortalecer o principal braço de atuação da Mattel, que teve uma queda durante a pandemia de Covid-19, impactada pela inflação e juros altos. O filme da Barbie deve impulsionar as vendas de bonecas, que representam mais de 20% da receita da empresa e somam quase US$ 1,5 bilhão.

A diversificação de receitas é vista com bons olhos pelo mercado, especialmente com a criação da Mattel Filmes. A entrada no ramo audiovisual, porém, ainda não é o foco principal da companhia, mas um adicional às parcerias de vendas de direitos autorais para marcas como Gap, Zara e Airbnb, baseadas no filme.

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