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Rihanna não é a única: veja 5 artistas que diversificaram seus negócios

Cantora faz mais dinheiro fora da música e não está sozinha; veja mais exemplos

Rihanna cantando durante o The Concert for Valor em Washington D.C, nos EUA. Foto: Domínio Público no Flickr
Além da música, Rihanna também se dedicou às suas empresas de maquiagem e roupa íntima

Por Redação B3 Bora Investir

Se teve um assunto que dominou as rodas de conversa neste mês foi a apresentação da cantora Rihanna na 57ª edição da final do campeonato de futebol americano, o SuperBowl. Ou posso dizer, ex-cantora?

Afinal, a artista não pisava em um palco há 7 anos. A última música que ela lançou foi em 2023. Só que antes disso, ela também ficou o mesmo período sem nenhuma novidade musical para os fãs.

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Digo musical, por que a Rihanna não ficou esse período parada, olhando para as paredes. A mulher foi empreender. E, olha, se analisarmos as cifras, deu mais certo do que a carreira musical.

Atualmente, ela é única bilionária com menos de 40 anos nos EUA. Com uma fortuna de US$ 1,4 bilhão, principalmente vinda das suas linhas de maquiagem e roupa íntima. Dá para entender porque a música, para ela, virou quase um hobby.

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E ela não está sozinha. Há muitos artistas que estão diversificando os negócios, já que a indústria musical, apesar de ser milionária, não gera tantos lucros para os artistas como antigamente.

Isso porque a venda de álbuns caiu drasticamente com a chegada do streaming, que paga pouco aos artistas – Taylor Swift que o diga. O que dá dinheiro mesmo é sair em turnê, o que custa caro, inclusive fisicamente e emocionalmente, para os cantores. Alguns deles não topam ter uma rotina tão extenuante. E aí vem a oportunidade de “mudar de carreira”, aproveitando a fama.

E não são só os artistas estrangeiros. Alguns brasileiros preferiram sair um pouco dos holofotes, para também ganhar dinheiro também em outras áreas.

Além da Rihanna, veja mais 4 que resolveram explorar outras áreas de negócio:

Rihanna

Aos 34 anos, Rihanna apareceu pelo terceiro ano consecutivo na lista da Forbes dos mais ricos dos Estados Unidos. No 21º lugar, ela é a única mulher com menos de 40 anos na lista.

Seu patrimônio líquido de US$ 1,4 bilhão vem, além da carreira musical de sucesso da cantora, dos seus empreendimentos no mundo da moda e beleza.

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CEO da Fenty Beauty, marca criada em 2017, Rihanna também possui a Fenty Skin, linha dedicada aos cuidados da pele, e a Savage x Fenty, sua marca de lingerie. O sucesso de seus empreendimentos é definido, além da qualidade, pela diversidade e inclusão.

A Fenty Beauty, por exemplo, possui 25 tons e foi pioneira na cobertura de peles pretas. Além disso, ela revolucionou os shows de marcas de roupa íntima ao promover o Savage x Fenty Show com modelos de corpos e identidades diversas. 

Já a Savage x Fenty, avaliada em US$ 3 bilhões, tem outros planos, como uma possível oferta de ações (IPO), segundo a Bloomberg. A cantora é dona de 30% da marca de lingerie e de 50% da linha de maquiagem.

A outra parte da Fenty Beauty é da empresa francesa do mercado de luxo LVMH. Os esforços para ampliar a marca de maquiagem têm se demonstrado positivos, afinal, em 2022, a linha foi avaliada em US$ 2 bilhões.

Pharrell Williams nos passos de Rihanna

Outro que tem a chancela do conglomerado de luxo LVMH é o cantor Pharell Wlliams. Voz da música “Happy”, ele é mais conhecido no mercado pelo seu papel de produtor musical. E também por explorar outras áreas de criação, como as artes visuais e a moda.

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Por isso, veio de maneira natural o convite da LVMH para ele virar o novo diretor criativo da linha masculina da Louis Vuitton, depois da morte precoce do designer anterior Virgil Ablot, aos 41 anos. Ablot, que também fundou a Off-White, foi crucial para a revitalização da marca, principalmente no mercado jovem norte-americano.

Pharrell já tinha colaborado com a Louis Vuitton em 2004 e 2008, e é dono das marcas de roupas Billionaire Boys Club e Ice Cream. Ele deve ganhar boas cifras com a empreitada, já que a LVMH vende mais de US$ 20 bilhões por ano, segundo avaliação de mercado, e o CEO da marca é o homem mais rico do mundo.

Beyoncé

Essa a gente não precisa nem falar, é a elite. A cantora Beyoncé ainda é mais famosa por sua carreira musical, mas não fica atrás quando o assunto é a grana que ganha nos seus acordos comerciais.

A sua linha de perfume faturou mais de US$ 400 milhões nos últimos anos. Ela também trabalhou com grifes como Armani e Tommy Hilfiger. E tem participação nos lucros da Adidas, com a comercialização da sua marca de roupas esportivas Ivy Park.

E se juntar com os negócios do seu marido, o rapper Jay-Z, a fortuna vai para as alturas. O companheiro da cantora tem participação nos negócios do serviço de streaming Tidal, das produtoras Roc Nation (que criou o show da Rihanna no Superbowl, inclusive) e Roc Nation Sports, da linha de roupas Rocawear, da rede de restaurantes Club 40 e até da marca de champanhe Armand de Brignac.

Não é a toa que o casal vale, juntos, US$ 1,8 bilhões, de acordo com a revista Forbes.

Anitta

Depois de conquistar todo o Brasil, Larissa de Macedo Machado, mais conhecida como Anitta, percebeu que tinha atingido um teto com a sua música. Por isso, nos últimos anos, decidiu diversificar sua atuação.

A cantora expandiu a carreira, apostando no mercado internacional. Também virou conselheira e diretora de várias empresas, indo da bebida alcoólica às fintechs. Fechou contratos milionários para a sua produtora, que comanda de perto.

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E a aposta se pagou. Atualmente, ela é dona de uma fortuna de cerca de US$ 100 milhões, segundo a Forbes México. Foi nomeada para o Grammy de 2023 como melhor artista revelação. E agora só faz shows pontuais no Brasil, como os ensaios e blocos de Carnaval.

Thiaguinho

O cantor de pagode Thiaguinho percebeu que precisava ser dono da sua própria carreira após alegar ter sido passado para trás por um ex-empresário.

Hoje ele é único dono da própria gravadora, que também cuida da sua carreira e dos contratos de publicidade. Assim, a Paz & Bem é uma empresa que fatura cerca de R$ 2 bilhões por ano, emprega mais de 200 pessoas com carteira assinada, e que não demitiu ninguém durante a pandemia.

“Sempre fomos muito organizados financeiramente, sempre tivemos preocupação com o caixa para que pudesse dar segurança caso acontecesse alguma coisa comigo. Conseguimos não mandar ninguém embora na nossa equipe, e isso me deixa muito feliz. Valorizo muito a galera que me ajuda a ser quem eu sou e poder fazer o que amo”, afirmou em entrevista para a Forbes em 2021.

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