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7 curiosidades sobre a história do Dinheiro no mundo

Sistemas monetários evoluíram o longo do tempo e, em alguns casos, nunca existiram

Moedas douradas antigas
Denário de prata, Antoniniano e Áureo da antiga Roma. Foto: Adobe Stock

Hoje, dia 13 de outubro, comemora-se o Dia Nacional do Dinheiro. Pode até parecer estranho que algo tão presente em nosso dia a dia tenha uma data reservada só para ele. Mas quando vemos como o dinheiro evolui ao longo da história da humanidade e como foi usado por diferentes sociedades, percebemos que ele até pode ser cotidiano, mas está longe de ser trivial.

Confira baixo uma série de curiosidades sobre a história do dinheiro!

Qual foi o primeiro banco brasileiro?

Treze de outubro foi escolhido como dia nacional do dinheiro pois foi essa a data de fundação do Banco do Brasil, o primeiro banco em território brasileiro e também do Império Português.

Sua criação coincide com a vinda da família real ao Brasil, em 1808. Instalado no Rio de Janeiro, o Banco do Brasil era responsável pela emissão de papel-moeda e foi o quarto banco emissor do mundo, atrás apenas do da Suécia (1668), Inglaterra (1694) e França (1800).

Dinheiro: é possível viver sem?

Durante o Império Romano a cunhagem de moedas era atividade regular; porém, foi interrompida após a invasão dos povos germânicos, fato que marca o início da Alta Idade Média. Tal período foi marcado pelas trocas, os chamados escambos, prática comercial que se dá sem a intermediação de moeda.

As trocas alcançaram grande extensão territorial, chegando até o oriente por uma rota que passava por Veneza e ia até Constantinopla. Entretanto, as transações monetárias nunca cessaram por completo. Conforme observa o historiador Marc Bloch em A Sociedade Feudal: “aquele tempo não desconhecia a compra nem a venda, mas não vivia como o nosso, da compra e da venda.”

O que foi a revolução comercial?

Já o período da Baixa Idade Média marca a revolução comercial vivida pela Europa. Foi a época do aparecimento da burguesia – classe social formada majoritariamente por comerciantes – e do fortalecimento das monarquias nacionais, que passaram a cobrar impostos com maior abrangência. Ambos fatos provocaram o ressurgimento da cunhagem de moedas, que passou a ser regular a partir do século 13.

Como o ato de emprestar dinheiro e a cobrança de juros (usura) eram práticas condenadas pela Bíblia, a Igreja travou luta contra os usurários, pessoas que emprestavam dinheiro. Mas foi impossível conter a maior necessidade de dinheiro em circulação e os consequentes empréstimos. No livro A Bolsa e a Vida, a vitória dos usurários é chamada pelo historiador Jacques Le Goff de nascimento do capitalismo.

Um império sem dinheiro – mas próspero

Quando os espanhóis chegaram à América, depararam-se com o Império Asteca, sociedade em estágio avançado de civilização. Prova disso eram as cidades, com sistemas de aquedutos e arquitetura complexa. Estima-se que algumas das maiores chegaram a ter 120.000 habitantes.

Mas o que até hoje intriga os historiadores é como uma sociedade desse porte pôde, sem a utilização de dinheiro, prosperar e ser estratificada em classes sociais. Acontece que os Astecas nunca desenvolveram um sistema monetário e todas as transações econômicas eram feitas por meio de trocas de bens. Até os impostos arrecadados pelo Estado eram pagos por meio de colheitas, tecidos, entre outras riquezas.

Quando o dólar ganhou importância?

Do século 19 até a Primeira Guerra Mundial, o Reino Unido, maior potência econômica da época, impôs ao mundo o padrão-ouro. Tratava-se de um sistema monetário internacional, que fixava regras para o comércio entre diferentes nações e adotava a libra como moeda corrente. A moeda britânica era lastreada em ouro, ou seja, tinha valor fixo e definido por certa quantia do metal.

Já em 1944, o acordo de Bretton Woods instituiu o padrão dólar-ouro em lugar do libra-ouro e o comércio internacional passou a ser feito em dólar. Algumas décadas mais tarde, o então presidente Richard Nixon decretou o fim do padrão-ouro. Com a moeda americana desvencilhada do ouro, seu valor passou a ser flutuante, ou seja, baseado principalmente na lei da oferta e demanda, situação corrente até hoje.

Qual é a moeda mais antiga do mundo?

A libra esterlina é a moeda mais antiga do mundo ainda em circulação, tendo sido instituída em 1561 por Elizabeth I.

Já o dracma grego é a moeda que mais foi usada ao longo do tempo. Seu aparecimento se deu na Grécia Antiga, tendo sobrevivido até o período romano – cerca de dez séculos. Depois, foi reintroduzida em 1832 e durou até o início dos anos 2000, quando foi substituída pelo Euro.

Qual é a moeda mais nova do mundo?

As Criptomoedas são as mais novas do mundo. A primeira delas foi o bitcoin, criada em 2008 por Satoshi Nakamoto. Depois surgiram outras, como Ethereum, BNB e Tether.

Além de ser um investimento, as criptomoedas já são aceitas como meios de pagamento de produtos e serviços. E esses novos meios de pagamento ainda prometem criar um novo capítulo da economia que pode revolucionar a história do dinheiro no mundo mais uma vez.

Para mais conteúdo, confira a Hub de Educação Financeira da B3.

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