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Brasil segue líder do ranking mundial de juros reais

Comitê de Política Monetária do Banco Central manteve a Selic em 13,75% ao ano. Descontada a inflação, o Brasil tem juros reais de 8,16%

Calculadora azul
Com a Selic em 13,75% ao ano, um investidor consegue gerir sua carteira e ter ganhos satisfatórios sem fazer muito esforço. Foto: Adobe Stock

Por Redação B3 Bora Investir

O Brasil segue líder no ranking global de juros reais, apesar da taxa básica estar parada em 13,75% ao ano desde agosto. Descontada a inflação acumulada em 12 meses – de 5,33% – os juros reais no Brasil ficaram em 8,16%. Os dados foram calculados pelo MoneYou e pela Infinity Asset Management.

O país passou a ficar em primeiro lugar no pódio desde o encontro do Copom em março, quando a taxa básica de juros aumentou pela décima vez consecutiva. Abaixo do Brasil estão México, Chile e Hong Kong.

O juro real é calculado pelo abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses, em relação a taxa básica fixada no período. A medida é considerada a melhor na hora de comparar com outras nações. Em um ano, a inflação esperada para o Brasil é de 5,33%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em decisão unânime nesta quarta-feira, 07/12, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a Selic no maior patamar em seis anos. No comunicado após o anúncio, o Banco Central indicou um tom ligeiramente mais cauteloso com as questões fiscais do país.

O economista-chefe do banco Master, Paulo Gala, afirmou que o Copom não foi tão duro quanto se imaginava em relação a questão fiscal, mas que vai reagir caso o estouro das contas públicas impacte as expectativas de inflação.

“O Copom vai reagir ao que acontecer com a inflação. Então a gente tem que esperar ainda qual vai ser o impacto dessa ampliação fiscal nos índices de preço. A inflação do ano que vem, depende de mil coisas. Preços de commodities, gasolina, petróleo, nível da taxa de câmbio, mercado de trabalho. Então tem muitas variáveis que afetam a inflação. A conexão direta entre expansão fiscal e inflação depende do contexto macro do que está acontecendo, tanto no cenário interno quanto externo”.

As altas de juros ao redor do mundo continuam ganhando força, com cada vez mais bancos centrais indicando preocupação com a inflação, apesar da queda do preço de commodities.

+ Inflação controlada: como os Bancos Centrais definem as taxas de juros

Veja o ranking dos juros reais

  1. Brasil: 8,16%
  2. México: 5,39%
  3. Chile: 4,66%
  4. Hong Kong: 3,12%
  5. Colômbia: 2,39%
  6. Filipinas: 2,21%
  7. Indonésia: 2,09%
  8. África do Sul: 1,73%
  9. Índia: 1,13%
  10. Israel: 0,74%
  11. Malásia: 0,30%
  12. Nova Zelândia: 0,08%
  13. Hungri: 0,05%
  14. China: 0,02%
  15. Reino Unido: -0,60%
  16. Estados Unidos: -1,04%
  17. Japão: -1,54%
  18. Coreia do Sul: -1,56%
  19. Cingapura: -1,60%
  20. Suíça: -1,60%
  21. Taiwan: -1,71%
  22. Rússia: -1,80%
  23. Canadá: -2,19%
  24. Austrália: -2,92%
  25. França: -2,94%
  26. Tailândia: -4,19%
  27. Suécia: -4,32%
  28. Portugal: -4,48%
  29. Dinamarca: -4,50%
  30. Itália: -5,09%
  31. Áustria: -5,18%
  32. Alemanha: -5,36%
  33. Espanha: -5,44%
  34. Polônia: -6,35%
  35. Bélgica: -6,39%
  36. Grécia: -6,43%
  37. República Checa: -7,53%
  38. Holanda: -7,78%
  39. Argentina: -11,36%
  40. Turquia:-14,49%

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