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IGP-M: inflação do aluguel fica no negativo pelo quarto mês seguido

Em novembro, o índice teve deflação de 0,56%. Em 2022, o IGP-M acumula alta de 4,98% e de 5,90% em 12 meses

Pessoa contando dinheiro em espécie
A queda veio acima do esperado por economistas. Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

Por Redação B3 Bora Investir

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) registrou deflação de 0,56% em novembro, quarto recuo mensal negativo consecutivo, segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre) publicou nesta terça-feira, 29/11. A queda veio acima do esperado por economistas que previam uma baixa média de 0,34%.

O IGP-M é chamado de ‘inflação do aluguel’ porque serve de parâmetro para o reajuste do contrato de locação de imóveis. O índice é calculado a partir dos custos de matérias-primas, insumos da construção civil e preços no atacado entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Gráfico IGP-M

No ano, O IGP-M acumula alta 4,98% e de 5,90% em 12 meses. Em novembro de 2021, o índice teve variação de 0,02% e acumulava aumento de 17,89% em 12 meses.

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“O IGP-M registrou queda menos intensa nesta apuração. As contribuições para a aceleração da taxa do índice partiram de seus três índices componentes. No índice ao produtor, a soja foi o principal destaque ao registrar alta de 1,25%, ante queda de 0,66%, no mês anterior. No IPC, a principal contribuição para a aceleração do índice partiu da gasolina, cuja taxa passou de -3,74% para 1,58%. Por fim, no âmbito da construção, a pressão para a aceleração do índice partiu da mão-de-obra, cuja taxa avançou de 0,31% para 0,53%”, explica André Braz, coordenador dos Índices de Preços.

Desempenhos do índice

Com peso de 60%, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,94% em novembro, após queda de 1,44% em outubro. As principais contribuições para esse resultado foram:

  • Alimentos processados: -1,04% para 0,01%;
  • Combustíveis e lubrificantes para a produção: -5,67% para 0,83%;
  • Minério de ferro: -1,52% para -8,01%;
  • Café em grão: -3,35% para -20,97%;
  • Milho em grão: 0,58% para -0,74%;
  • Soja em grão: -0,66% para 1,25%;
  • Cana-de-açúcar: -2,55% para -0,64%;
  • Leite in natura: -7,56% para -5,32%.

Com peso de 30%, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou 0,64% neste mês, após alta de 0,50% em outubro. Os principais destaques:

  • Gasolina: -3,74% para 1,58%;
  • Hortaliças e legumes: 6,75% para 9,86%;
  • Combo de telefonia, internet e TV por assinatura: -2,45% para -0,32%;
  • Artigos de higiene e cuidado pessoal: 1,37% para 2,03%;
  • Calçados: 0,10% para 1,35%.

Pelo lado das quedas, as principais influências vieram das passagens aéreas (16,07% para 2,07%), taxa de água e esgoto residencial (2,65% para 1,37%) e conserto de bicicleta (0,53% para -0,14%).

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O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), com peso de 10% – subiu 0,14% em novembro, ante 0,04% em outubro. As contribuições para o resultado vieram de Materiais e Equipamentos (-0,32% para -0,35%), Serviços (0,34% para 0,35%) e Mão de Obra (0,31% para 0,53%).

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