Imposto de renda

Isenção de IR até R$ 5 mil vale a partir deste mês; veja qual será o alívio por faixa salarial

Nova regra do IR incide sobre os salários de janeiro, com impacto direto no bolso a partir do pagamento de fevereiro

Com ISTOÉ Dinheiro

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As novas regras do Imposto de Renda (IR) entraram em vigor em 2026, mas começarão a ter reflexo a partir dos salários pagos neste mês de fevereiro. A principal delas é a isenção de imposto para aqueles que ganham até R$ 5 mil. Além disso, haverá redução progressiva da ‘mordida do Leão’ para quem ganha entre R$ 5.001 e R$ 7.350.

A pedido de IstoÉ Dinheiro, o escritório Lewandowski Libertuci Advogados calculou qual vai ser a economia mensal para os contribuintes assalariados, que têm o IR retido direto na folha de pagamento. Veja abaixo o que muda para cada faixa de renda de salário:

Veja simulações por faixa de salário entre R$ 1 mil e R$ 10 mil:

IR

Resumo das novas regras:

IR

A isenção de R$ 5 mil refere-se ao salário líquido de impostos federais ou pressupõe que o contribuinte utilize o desconto simplificado máximo permitido por lei. A tabela calcula o imposto considerando apenas o desconto padrão, sem outras deduções que poderiam levar esse valor a zero para quem ganha 5 mil redondos, pois, para chegar à isenção de R$ 5.000, o governo geralmente considera a aplicação do Desconto Simplificado.

Para quem ganha R$ 5.000 brutos, o governo aplica um desconto padrão (que hoje é de 20% limitado a um teto de R$ 312,89) sobre a base de cálculo.

A conta da renúncia fiscal — estimada em R$ 25,4 bilhões — será paga por quem está no topo da pirâmide econômica. Para compensar a perda de arrecadação, foi criado o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo. Entram no cálculo os salários recebidos; lucros e dividendos; e rendimentos de aplicações financeiras tributáveis. A estimativa do governo é de que cerca de 141 mil contribuintes serão afetados pelo nova tributação, os chamados super-ricos.

Tabela do IR

A tabela tradicional do IR permanece com os mesmos valores de 2025. A Receita Federal implementou redutores adicionais e novas tabelas de dedução que devem ser aplicadas simultaneamente. Na prática, essas medidas funcionam como um abatimento extra para garantir a desoneração das faixas inferiores.

Contribuintes com mais de uma fonte de renda (como dois empregos ou salário e aluguel) devem ficar atentos. Se a soma dos rendimentos ultrapassar R$ 5 mil, o imposto deverá ser complementado na declaração anual, mesmo que as fontes isoladas sejam isentas. A regra também se aplica ao 13º salário.

Para rendimentos acima de R$ 7.350 não há alteração e o cálculo segue integralmente a tabela tradicional.

O que muda na apuração anual do Imposto de Renda?

Além da tabela mensal, a Receita Federal também aplicará isenção e redução no cálculo anual do imposto:

  • isenção anual para quem ganhar até R$ 60 mil em 2026;
  • redução gradual do imposto para rendas entre R$ 60.000,01 e R$ 88,2 mil; acima desse valor, não há desconto adicional. O redutor anual é limitado ao imposto apurado, ou seja, não gera imposto negativo nem restituição automática extra.

Quem tem direito à isenção de IR?

  • Passam a ficar livres da retenção na fonte todos os cidadãos com rendimentos de até R$ 5 mil, incluindo:
  • Trabalhadores com carteira assinada (CLT);
  • Servidores públicos;
  • Aposentados e pensionistas do INSS ou regimes próprios.

*Matéria originalmente publicada em IstoÉ Dinheiro, portal parceiro de Bora Investir.

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