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Índices dos EUA confirmam que pressões inflacionárias começam a perder força

Preços ao produtor, vendas do varejo e produção industrial recuaram em dezembro. Números dão espaço para o Fed desacelerar o ritmo de alta dos juros.

Bandeira dos Estados Unidos tremulando asteada em frente a prédio histórico
Bandeira dos EUA; Foto: Adobe Stock

Por Redação B3 Bora Investir

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos caiu 0,5% em dezembro do ano passado, segundo o Departamento de Trabalho do país divulgou nesta quarta-feira, 18/01. É a maior queda desde o início da pandemia, em abril de 2020.

O resultado, que superou a previsão dos analistas de retração de 0,1%, dá mais espaço para o Federal Reserve (Fed) – o banco central americano – desacelerar o ritmo de alta dos juros. Na semana passada, o índice de preços ao consumidor também indicou uma desaceleração da inflação.

Para evitar uma nova escalada da inflação, o presidente Fed de Saint Louis, James Bullard, afirmou hoje que o banco central americano deve subir os juros a um nível suficientemente restritivo o mais rápido possível. Para James, os juros ainda não atingiram território ‘exatamente restritivo’, que seria de pelo menos 5%. Hoje, a taxa de juros americana está entre 4,25% a 4,5%.

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“O mercado está negociando de que a inflação está passando e que o Fed vai desacelerar a alta de juros. Então, em fevereiro, deve vir uma alta 0,25 pontos percentuais. Eventualmente mais uma, ou duas, de 0,25 e o ciclo pode acabar”, afirma Paulo Gala, economista-chefe do Banco Master.

A queda no último mês do ano passado foi impulsionada pela retração nos preços de energia e alimentos. Já o núcleo do indicador, que exclui esses itens que são mais voláteis, subiu 0,1% na mesma comparação. Esse resultado veio em linha com as estimativas.

Produção industrial

A produção industrial dos Estados Unidos caiu 0,7% em dezembro, em relação ao mês anterior, segundo as informações do Fed. Os analistas previam queda menor, de 0,1% no período.

Segundo o banco central americano, a atividade da indústria alcançou um nível de 103,4% da média de 2017. No quarto trimestre, a queda anualizada atingiu 1,7%. Já em comparação com dezembro de 2021, a produção americana subiu 1,6%.

Vendas do varejo

As vendas do comércio varejista americano e dos serviços de alimentação caíram 1,1% em dezembro na relação com novembro, totalizando US$ 677,1 bilhões. O desempenho veio pior que o aguardado pelos economistas do mercado financeiro – que era de 1%.

Os dados do Departamento de Comércio americano mostram ainda que apenas o setor varejista – excluindo o segmento de serviços com alimentação – caiu 1,2% em dezembro na comparação com novembro, mas teve alta de 5,2% ante o mesmo mês de 2021.

Hipotecas

As taxas de hipotecas – que são um tipo de empréstimo para comprar casas – caíram para o menor valor em quatro meses na semana passada. O resultado traz um fôlego para o setor e os americanos que pretendem refinanciar as suas dívidas imobiliárias.

A taxa do contrato de uma hipoteca fixa de 30 anos caiu 19 pontos base para 6,23% na semana encerrada em 13 de janeiro. Apesar da queda, o índice de refinanciamento está no menor patamar histórico.

As taxas de hipoteca dispararam no ano passado, à medida que o Federal Reserve subiu os juros americanos para conter a inflação, o que prejudicou a atividade no mercado imobiliário.

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