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Inflação dos EUA sobe em novembro e indica cautela na decisão de juros pelo Fed

Preços avançaram 0,1%, acima do esperado pelos analistas. Núcleo, que aponta tendências para a inflação, subiu a uma taxa anual de 4%, acima da meta de 2%.

Dólar. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
O dólar, a moeda dos EUA, é a mais valiosa do mundo. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

A inflação nos Estados Unidos avançou em novembro e surpreendeu os analistas, que esperavam uma desaceleração dos preços. O resultado, reforça a determinação do Federal Reserve, o banco central americano, de manter as taxas de juros elevadas no curto prazo.

O índice de preços de gastos com consumo (PCE, da sigla em inglês) subiu 0,1% no mês passado, após ficar estável em outubro. Os dados foram publicados nesta terça-feira, 12/12 pelo Escritório de Análise Econômica (Bea, em inglês). O mercado projetava estabilidade.

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A taxa anualizada ficou em 3,1% dentro do esperado. Já o núcleo do PCE – medida que exclui itens voláteis como energia e alimentos e aponta para uma tendência dos preços – subiu 0,3% em novembro, com taxa anual de 4%, acima da meta do Fed de 2%

Os dois indicadores mostram uma aceleração de 0,1 ponto percentual na comparação com o mês anterior. Esse aumento foi puxado pela alta mensal de 0,4% e anual de 6,5% dos preços de moradias, que representaram 70% do aumento no núcleo do CPI.

Esse indicador de preços é o mais observado pelo Banco Central americano, para tomar suas decisões sobre juros no país. Hoje, as taxas estão entre 5,25% e 5,50% ao ano. Nesta quarta-feira, o Fed se reúne para decidir os rumos da política monetária dos EUA.

Dentre os itens que estão fora do núcleo de inflação, os custos de energia subiram 2,3% em novembro e os preços de alimentos ficaram 0,2% mais caros, em relação ao mês anterior.

Segundo os analistas da Bloomberg Economics, Anna Wong e Stuart Paul, apesar do ritmo mais consistente da inflação e do núcleo, os dados mostram que o Federal Reserve fez progressos significativos na desinflação ao longo dos últimos seis meses.

“As expectativas a curto prazo mostram preços mais baixos da gasolina e da energia. Nossa base é que o Fed comece a cortar as taxas de juros só em março de 2024.”

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