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Ibovespa fecha em queda no dia e no mês; dólar também cai

Ibovespa tem sétima queda consecutiva, e ainda não fez um pregão de alta em agosto; dólar devolve ganhos do dia anterior

Ibovespa
O Ibovespa é o principal índice de ações da B3, a Bolsa de Valores do Brasil

O Ibovespa fechou em queda, a sétima consecutiva. Todos os pregões de agosto foram negativos até agora. O dólar, que começou o dia em queda, voltou a registrar alta.

Assim, o principal índice da bolsa de valores caiu 0,57%, a 118.408 pontos. O dólar subiu 0,15% em relação ao real, cotado a R$ 4,9050.

Melhores ações da bolsa

  • Banco Mercantil (BMEB4) +7,58%
  • Valid (VLID3) +3,90%

Piores do dia

Na ponta negativa, destaques para a SBF, que, mais uma vez, fica entre as piores, acumulando mais de 30% de queda nos dois últimos pregões. Ser Educacional é outra que ficou com uma das maiores quedas, revertendo parte dos ganhos do dia anterior, quando esteve entre as melhores.

Veja a lista das piores do dia.

  • Eternit (ETER3) -9,85%
  • Ser Educacional (SEER3) -9,12%
  • CVC (CVCB3) -7,99%
  • Multilaser (MLAS3) -7,48%
  • Grupo SBF (SBFG3) -7,14%

O ranking de melhores e piores contempla todas as ações da bolsa com volume diário acima de R$ 1 milhão. As cotações são das 17h15 e estão sujeitas a alterações.

Bolsas do exterior

O desânimo também predomina nas bolsas de Nova York com mercado apreensivo com dados da inflação, que serão divulgados na quinta-feira (10). O Dow Jones  recuou 0,54%, a 35.123 pontos. Nasdaq desceu 1,17%, a 13.722 pontos. S&P 500 desvalorizou 0,68%, a 4.468.

Na Europa, as bolsas fecharam com ganhos, reagindo às perdas acumuladas na terça-feira, na esteira dos dados da inflação da China, que sustentam possíveis novos estímulos à demanda, e em resposta ao recuo parcial do governo da Itália em seu plano de criar um imposto sobre lucro dos bancos.

Em Londres, o FTSE 100, subiu 0,80% a 7.587 pontos, enquanto o índice DAX, em Frankfurt, avançou 0,49%, a 15.852 pontos. O CAC 40, em Paris, ganhou 0,72%, a 7.322 pontos, e o FTSE MIB, em Milão, fechou em alta de 1,31%, a 28.308 pontos.

Já em Madri, o índice Ibex 35 teve valorização de 0,57%, a 9.354 pontos. Na Bolsa de Lisboa, o PSI 20 teve alta de 0,40%, a 6.059 pontos. 

Dados do varejo impactam o Ibovespa

No cenário nacional, o mercado repercute os dados do varejo de junho. A PMC (Pesquisa Mensal do Comércio) apontou que o varejo teve estabilidade no mês em questão, “o primeiro resultado não negativo do segundo trimestre”, ressalta o economista André Perfeito.

Já o varejo ampliado avançou 1,2%, devido à forte expansão da venda de veículos e motos, que subiu 8,5% no período”, complementa o economista.

Ainda assim, o resultado parece não ter animado muito os investidores com relação às empresas de locação e vendas que operam na bolsa. No início do pregão, a Movida (MOVI3) registrava queda de 1,63%. Já a Localiza cai 0,03%.

Já com relação ao varejo restrito, Magalu (MGLU3) sobe 0,67%.

No segmento de moda, C&A (CEAB3) fica estável e Renner cai 1,10%. O setor de tecidos, vestuários e calçados teve crescimento de 1,4% em junho, “afetado pela mudança de estação e a subsequente renovação das peças no setor”, diz Matheus Pizzani, economista da CM Capital.

Balanços

Outro ponto em destaque nesta quarta-feira é a repercussão sobre os balanços. O BTG teve alta de 18% no lucro no segundo trimestre.

A Gerdau apresentou queda de 50%, mas animou os investidores com o anúncio de pagamento de dividendos equivalentes a R$ 0,43 por ação ordinária e preferencial.

Assim também, a Braskem (BRKM5) saiu de lucro para prejuízo de R$ 771 mi no segundo trimestre. O resultado negativo foi motivado, segundo a empresa, por retração da demanda no período e instabilidade operacional.

*Com informações de Estadão Conteúdo

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