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Criptomoedas: número mundial de usuários pode ser dez vezes maior até 2030

Durante o MKBR22, especialistas discutiram o impacto de moedas digitais e soluções da internet no mercado

Quatro palestrantes sentados à mesa e conversando
A criptoeconomia envolve o blockchain, o NFT e os ativos digitais conhecidos como tokens. Foto: Divulgação/Cauê Diniz

Muito além da criptomoeda, o universo da criptoeconomia envolve também as soluções de blockchain, as novas possibilidades de direitos autorais dos NFTs e os ativos digitais conhecidos como tokens. Foi esse o tema de um dos painéis do terceiro dia do MKBR22, evento organizado pela Anbima em parceria com a B3 e que aborda as principais pautas do mercado financeiro.

A seguir, alguns dos destaques do encontro.

Possibilidades futuras

João Canhada, CEO e fundador da FoxBit e um dos convidados do painel, compara o momento atual da criptoeconomia com o que ocorreu com a Internet há mais de vinte anos. “Naquela época, ninguém previu o aparecimento das redes sociais, do WhatsApp e outras facilidades do mundo digital. Hoje, tudo isso faz parte do nosso cotidiano.”

No caso das criptomoedas, Canhada ressalta seu poder político, destacando a separação do dinheiro em relação ao estado, já que este não é o emissor da moeda digital. Ele destaca também o futuro promissor: “estima-se que hoje exista cerca de 100 milhões de usuários de criptomoedas no mundo. Até 2030, a previsão é de que o número salte para 1 bilhão”, Canhada conclui.

Já Silvia Valadares, diretora da Centria Partners, é mais cautelosa sobre as questões políticas da criptomoeda, pois afirma que não crê numa separação do estado em relação ao dinheiro. Entretanto, ela classifica como “inevitável” a maior presença de aspectos da criptoeconomia em nosso cotidiano, graças às soluções de segurança trazidas pelo blockchain.

+ O que é blockchain? Entenda a conexão com as criptomoedas

Ainda de acordo com Valadares, mudanças comportamentais já indicam o caminho tecnológico pelo qual a economia está seguindo: “a evolução dos meios de pagamento mostra como cada vez mais as pessoas têm buscado formas de evitar intermediários em suas transações financeiras.”

Mais um participante do painel, Daniel Mangabeira, diretor de relações internacionais para a América Latina na Binance, afirma que para as previsões dos outros dois convidados acontecerem, é necessário que partes fundamentais da criptoeconomia, como as moedas digitais e os tokens, passem por um processo de regulação legal. “É o único caminho para que esse novo universo seja aceito pela sociedade”, Mangabeira sentencia.

Necessidades do presente

Os três convidados são unânimes ao afirmar a importância do estudo sobre o tema por parte dos investidores, já que é um assunto recente e que envolve conceitos áridos. Outra vez ressaltando a urgência da regulação, os especialistas acreditam ser essencial para que investidores e consumidores se sintam seguros ao utilizar as novas tecnologias. Por fim, destacam que a aplicação prática das soluções digitais pode acelerar sua consolidação no presente.

Para saber mais sobre a criptoeconomia, confira o vídeo preparado pela B3.

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