Ibovespa B3 cai 1,85%, com novas ameaças dos EUA ao Irã; dólar sobe a R$ 5,04
Veja como se comportaram o Ibovespa e o dólar nesta terça-feira (19) e o que movimentou os ativos
O Ibovespa B3 fechou em baixa pelo segundo dia consecutivo nesta semana, com o cenário externo pesando mais uma vez. O principal indicador do mercado acionário brasileiro caiu 1,52%, aos 174.278,86 pontos, nesta terça-feira (19).
Foco diário dos mercados em quase três meses, o conflito entre Estados Unidos e Irã voltou a impactar as bolsas pelo mundo com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçando o Irã com novos ataques. Do outro lado, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, afirmou que os EUA estão chamando a recente “ameaça” ao país persa de “oportunidade de paz”.
No cenário doméstico, os olhares se voltaram para a audiência do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, no Senado Federal. Na ocasião ele, teve que responder perguntas sobre o caso Master e falar também sobre política monetária. Para ele, Selic está restritiva, mas economia segue resiliente e o IPCA, pressionado.
“Há hoje um forte movimento de aversão ao risco globalmente, pelas pressões inflacionárias derivadas dos impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo, que pressionam as taxas das Tresuries com destaque para o título de 30 anos, que atingiu o maior nível desde 2007”, apontou Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos.
Ibovespa hoje
Neste cenário, o Ibovespa oscilou entre 176.973,24 pontos na máxima intradiária e 173.543,76 pontos na mínima do dia. O volume negociado na B3 foi de R$ 26,1 bilhões.
Maiores altas
| Ticker | Dia (%) | Valor (R$) |
| USIM5 | 1,11 | 9,13 |
| PRIO3 | 0,73 | 69,32 |
| TIMS3 | 0,63 | 22,21 |
| SMFT3 | 0,11 | 18,57 |
Maiores baixas
| Ticker | Dia (%) | Valor (R$) |
| CSAN3 | -6,35 | 4,13 |
| B3SA3 | -4,96 | 15,89 |
| CEAB3 | -4,70 | 10,54 |
| CMIN3 | -4,67 | 4,08 |
| CSNA3 | -4,07 | 5,90 |
Dólar hoje
A gangorra no câmbio segue também com o vai e vem do noticiário externo e interno, com a moeda norte-americana ultrapassando novamente a faixa dos R$ 5. No fim do dia, o dólar comercial subiu 0,85%, a R$ 5,04.
“No ambiente doméstico, a cautela é amplificada pelo fator político após novas pesquisas eleitorais mostrarem uma perda de tração do senador Flávio Bolsonaro frente ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, refletindo o desgaste decorrente das investigações envolvendo o banco Master. Desse modo, tivemos dois vetores fortes atuando na sessão: o fator de risco político doméstico e o cenário externo ainda incerto consolidaram a pressão de alta do câmbio”, destacou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Bolsas de Nova York
As bolsas de Nova York também não reagiram bem aos embates geopolíticos que só parecem prolongar a guerra, e os temores de inflação global. Neste cenário, o Dow Jones cedeu 0,65%, o S&P 500 perdeu 0,67% e o Nasdaq caiu 0,84%.